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A GLÓRIA DE DEUS


O homem, ao sair das mãos do Seu Criador, era perfeito e mantinha com Ele íntima e perfeita comunhão. Por causa do pecado este privilégio foi perdido. Ao longo dos séculos foi perdendo o vigor físico, mental e espiritual. Quanto mais se afastava do tempo da sua inocência, mais se enfraquecia e degenerava. Depois de milênios de convivência com o pecado, chegou ele à situação de debilidade em que se encontra hoje, tão diferente da condição que recebera ao ser criado à imagem do Seu Criador e conforme à Sua semelhança, como está escrito: "E disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança... E criou o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou" (Gênesis 1:26-27).

Esta mesma condição que detinha ao ser criado será novamente restabelecida no dia da volta de Jesus. Naquele dia os mortos justos ressuscitarão transformados e os que estiverem vivos e forem salvos serão, também, num instante, transformados, a fim de que possam resistir à es pantosa presença da glória do Criador.

Somente por causa desta transformação é que poderão subsistir na presença de Deus. Os que não forem transformados serão fulminados pelo esplendor desta presença. Para ensinar esta verdade é que Paulo escreveu: "E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção" (I Coríntios 15:50).

A experiência de um extraordinário homem de Deus no passado bem pode ilustrar a impossibi lidade de o homem a carne e o sangue na sua condição atual, suportar a presença de Deus, sem perecer. Moisés era uma pessoa extraordinária, qualidade esta reconhecida pela Bíblia Sagrada e pela História Universal.

Eis o que diz, a seu respeito, a Palavra de Deus: "E, falava o Senhor a Moisés cara a cara, como qualquer fala com o seu amigo..." (Êxodo 33:11). E, mais, ela reconhece a grandeza de Moisés, expressa através da mansidão do seu caráter: "Ora, Moisés era homem mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra" (Números 12:3).

Ao se fazer um retrospecto no tempo e na História constata-se que, dentre todos os outros deuses de todos os povos e civilizações, apenas o Deus dos hebreus Se relacionava de maneira racional e inteligente com o Seu povo, fato este reconhecido pela História Universal: "Outras na ções tinham os seus deuses, a quem pediam auxílio e proteção, mas o Deus dos Hebreus era o único a fazer promessas ao Seu povo" (A História do Homem nos últimos Dois Milhões de Anos. Editado por Seleções do Reader s Digest, p. 85).

Esta mesma História afirma ser Moisés um dos per sonagens mais extraordinários que viveram neste mundo: "Os judeus foram finalmente libertados da escravidão do Egito por Moisés, uma das mais extraordinárias figuras da História" (Idem, destaques acrescentados).

O mesmo Moisés, exaltado por Deus e lembrado pela História, em certa ocasião desejou intensamente, do fundo da sua alma, poder contemplar a glória de Deus e suplicou a Ele, com Quem se comunicava boca a boca: "Rogo-Te que me mostres a Tua glória" (Êxodo 33:18). A resposta do Senhor não poderia ser outra: "Não poderás ver a Minha face, porquanto homem nenhum verá a Minha face, e viverá" (Êxodo 33:20). No entanto, após a transformação a ser operada no dia da volta de Jesus, esta impossibilidade deixará de existir, conforme sua clara promessa: "Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus" (Mateus 5:7).

Qual a razão da impossibilidade de um homem, mesmo como Moisés, contemplar a glória de Deus? O próprio Senhor responde a esta indagação: "Porque o Senhor teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso" (Deuteronômio 4:24).

A glória de Deus, incompreensível e inimaginável, é comparada a um fogo consumidor:"E habitava a glória do Senhor sobre o monte de Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem. E o parecer da glória do Senhor era com um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel (Êxodo 24:16-17).

Outros textos confirmam esta verdade de ser a presença espantosa do Senhor, um fogo que consome, diante da qual o homem não pode subsistir: "Sabe, pois, hoje que o Senhor teu Deus, que passa diante de ti, é um fogo que consome, e os destruirá, e os derrubará de diante de ti; e tu os lançarás fora, e cedo os desfarás, como o Senhor te tem dito" (Deuteronômio 9:3). Todas as pessoas, todos os povos que não tiverem sido antes transformados, serão destruídos por esse fogo que consome, que é a presença do Senhor: "E os povos serão como os incêndios de cal; como espinhos cortados arderão no fogo" (Isaías 33:12).

Assim, quem poderá prevalecer nesse dia terrível, ou quem poderá conviver e permanecer na presença desse fogo consumidor? O profeta pergunta e ele mesmo responde a respeito da ques tão de quem poderá subsistir diante do fogo consumidor e com ele conviver no Reino eterno: "Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas?" (Isaías 33:14).

O cidadão do reino de Deus, que habitará na Sua presença e com Ele conviverá desfrutando de Sua íntima comunhão, será transformado. Ele é retratado na conti­nuação das palavras do profeta: "O que anda em justiça, e o que fala com retidão; o que arremessa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue, e fecha os seus olhos para não ver o mal . Este habitará nas alturas: as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas . Os teus olhos verão o Rei na Sua formosura, e verão a terra que está longe" (Isaías 33: 15 a 17).

Muitos outros textos da palavra de Deus não deixam dúvidas a respeito das afirmações sobre a glória da presença de Deus: "Porque o nosso Deus é um fogo consumidor" (Hebreus 12:29). "Virá o nosso Deus e não Se calará; adiante dEle um fogo irá consumindo, e haverá grande tormenta ao redor dEle. Chamará os céus, do alto, e a terra, para julgar o Seu povo" (Salmo 50:3-4).

Os textos seguintes estabelecem com absoluta clareza o fato de que somente a transformação por que passarão os filhos de Deus, é que os habilitará a estar de pé no dia do Senhor, no dia espantoso e terrível de Sua volta a este mundo. Esta transformação devolverá à raça humana a mesma condição que tinha antes do pecado, condição vivida por Adão e Eva, no Éden: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele: porque assim como é O veremos" (I João 3:2).

Todos os que herdarem a salvação receberão um novo corpo imortal, como está escrito: "Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade" (I Coríntios 15:51-53).

Ao ser transformado, o homem poderá contemplar e suportar a glória da presença visível de Jesus, no dia de Sua volta. Assim transformado, poderá ele então conviver pelos séculos intérminos da eternidade na companhia e comunhão com Deus.

Esta é a promessa de quem não pode mentir, para os Seus filhos, hoje. E o melhor: É de graça. O preço já foi pago, na cruz, há 2.000 anos. Nem todas as riquezas e atrações do mundo se comparam aoo que Deus tem preparado para os Seus filhos, aqueles que O aceitarem, escolherem e seguirem os passos do humilde Nazareno que criou a vida e todo o universo.

COMO SERÁ A VINDA DE JESUS?

"Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até ao Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem" (Mateus 25:27). As palavras de Jesus mostram claramente como será a Sua vinda gloriosa a este mundo. Um relâmpago, ao cortar o firmamento, ilumina o céu e chama vivamente a atenção de quem o contempla. Nada pode ser comparado ao esplendor da glória do Senhor.

João afirma ser o rosto de Jesus resplande­cente como o sol: "... e o Seu rosto era como o sol, quan­do na sua força resplande­ce" (Apocalipse 1:16). O ful­gor da presença do Senhor é tão intenso que o profeta afirma não haver necessidade da luz do sol para ilumi­nar a Nova Jerusalém e a Nova Terra: "E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia e reinarão para sempre" (Apocalipse 22:5).

Pode-se, então, imaginar o espetáculo gran­dioso que será a vinda do Senhor Jesus, em poder e grande glória, com milhões dos Seus anjos: "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da Terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajun­tarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mateus 24:30-31).

Os céus se enrolarão como um perga­minho. As montanhas tremerão, as ilhas sairão dos seus lugares, à aproximação do Grande Deus. Os grandes edifícios ruirão e multidões desespe­radas procurarão esconder-se da espantosa presença do Salvador a Quem rejeitaram.

É a própria Palavra de Deus que afirma: "E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das mon­tanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da Sua ira; e quem poderá subsistir?" (Apocalipse 6:14-17).

O coro dos anjos encherá o firmamento. Ao som da trombeta de Deus os túmulos se abrirão em toda a extensão da Terra. Multidões dos resgatados ao poder da sepultura serão trazidas nos braços dos anjos até aos seus familiares e ami­gos que não experimentaram a morte. Um frêmito percorrerá a todos estes, ao sentirem, num ins­tante, num piscar de olhos, a transformação do seu corpo mortal no corpo glorioso semelhante ao de Jesus, com o qual viverão para sempre. A inexprimível alegria do reencontro com os entes queridos ressuscitados somente será su­perada pela contemplação da face de Jesus.

Os resgatados cantarão sua incomparável felicida­de, pela realização do seu mais acalentado sonho. E naquele dia se dirá: "Eis que este é o nosso Deus, a Quem aguardávamos, e Ele nos salvará. Este é o Se­nhor, a Quem aguardávamos; na Sua salvação gozaremos e nos alegraremos" (Isaías 25:9).

Para os que rejeitaram a Jesus e a salvação, entretanto, o espetáculo da Sua vinda é algo terrível, e somente muito tarde estarão reconhecendo que a pregação da Sua vinda, que desprezaram e escarne­ceram, não era uma fábula tola.

O fogo consumi­dor que é a presença do Deus Todo-poderoso abra­sará e consumirá todos os que não foram transfor­mados e capacitados para esta hora: "Nuvens e obs­curidade estão ao redor dEle; justiça e juízo são a base do Seu trono. Adiante dEle vai um fogo que abrasa os Seus inimigos em redor. Os Seus relâmpagos alumiam o mundo; a Terra viu e tre­meu. Os montes se derretem como cera na pre­sença do Senhor, na presença do Senhor de toda a Terra. Os céus anunciam a Sua justiça, e todos os povos vêem a Sua glória" (Salmo 97:3-6).

Os ímpios, portanto, serão mortos pelo es­plendor de Sua vinda, pois não poderão suportar o fogo consumidor que é a glória da presença do Senhor. Está escrito: "Por causa da ira do Senhor dos Exércitos a Terra se escurecerá, e será o povo como pasto do fogo... Mas julgará com justiça os po­bres, e repreenderá com equidade os mansos da Terra; e ferirá a Terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio . Eis que o nome do Senhor vem de longe ardendo em Sua ira, e lançando espesso fumo; os Seus lábios estão cheios de indignação, e a Sua língua é como fogo consumidor" (Isaías 9:19, 11:14 e 30:27).

A linguagem utilizada por todos os profetas, no Antigo e Novo Testamentos, é uma lin­guagem que causa forte impressão e não deixa margem a qualquer dúvida, a respeito da terrível solenidade do extraordinário acontecimento. Che­gou o momento em que a violência, a impiedade e corrupção do mundo deverão sorver a taça da retribuição de tudo que plantaram. O dia do ajus­te de contas finalmente chegou. A paciência e longanimidade divinas, que por tantos milênios retardaram os juízos sobre um mundo impeniten­te, finalmente são removidas.

A Palavra de Deus declara os seus resultados, ma­nifestos no dia do Senhor: "Porque a indignação do Se­nhor está sobre todas as na­ções, e o Seu furor sobre todo o exército delas; Ele as des­truiu totalmente, entregou-as à matança. E os seus mortos se­rão arremessados, e com o seu sangue os montes se derrete­rão. E todo o exército dos céus se gastará, e os céus se enro­larão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide, e como cai o figo da figueira" (Isaías 34:2-4).

"Todas as advertências da Palavra de Deus serão cumpri­das nesse dia. Nenhuma delas faltará. Porque será o dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela luta de Sião. E os ribeiros se transformarão em piche, e o seu pó em enxofre, e a sua terra em piche ardente . Porque eis que o Senhor virá em fogo, e os Seus carros como um torvelinho, para tornar a Sua ira em furor, e a Sua repreensão em chamas de fogo. Porque com fogo e com a Sua espada entrará o Senhor em juízo com toda a carne; e os mortos do Senhor serão multiplicados. Os que se santificam, e se purificam nos jar­dins uns após outros, os que comem carne de por­co, e a abominação, e o rato, juntamente serão con­sumidos, diz o Senhor" (Isaías 34:8-9 e 66:15-17).

Os textos seguintes da Palavra de Deus não deixam margem a dúvidas a respeito da ressurrei­ção dos justos, na volta de Jesus, quando os ímpios moradores da Terra serão castigados: "Os teus mor­tos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os seus mor­tos . Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar, para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra des­cobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais aqueles que foram mortos" (Isaías 26:19 e 21).

Este texto foi transcrito do capítulo 13 do título "A Volta de Jesus", disponível neste site, sob a indicação de "SÉRIE O TERCEIRO ANJO".

A Volta de Jesus, a Vitória Final

Jesus voltará, não mais como um homem de dores, para ostentar uma coroa de espinhos. Ele voltará na glória de Seu Pai e na de todos os Seus anjos. A Majestade dos Céus virá nas nuvens, e todo o olho O verá, até os mesmos que O traspassaram... (Apocalipse 1:7).

Chamará os mortos à vida e os que ouvirem a Sua voz ressurgirão das sepulturas, com um corpo incorruptível e imortal. E os que estiverem vivos, tendo aceitado a salvação provida por Ele serão transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta, para encontrarem com Ele nas nuvens do Céu. Está escrito: "Por que a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (I Coríntios 15:52).

Jesus já obteve a vitória sobre a morte. Ele diz: "Eu Sou o Primeiro e o Último; e o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as cha­ves da morte e da sepultura" (do grego, Hades) (Apocalipse 1:17-18). Na Sua volta a este mundo estará cumprida a promessa do Evangelho Eterno. Estará restaurado o reino a Israel. Será restabelecido o homem ao primeiro domínio, como antes do pecado. E nunca mais ha verá pecado e nem morte, porque pela Palavra do Senhor não se levantará por duas vezes a angústia (Daniel 7:27, Miquéias 4:8 e Naum 1:9).

Após o juízo Satanás será destruído com todos os seus anjos, assim como os ímpios de todas as épocas. Diz a Palavra de Deus: "Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramos" (Malaquias 4:1).

O mesmo fogo que destruirá Satanás e os ímpios purificará a Terra. Então Deus cumprirá o Seu propósito de criar um lar edênico para o homem restaurado à Sua imagem e segundo a Sua semelhança. Então é cumprida a promessa do Senhor: "Porque, eis que Eu crio céus novos e nova Terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão...E nunca mais ouvirá voz de choro nem voz de clamor...E será que antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor (Isaías 65:17, 19, 24-25) São Pedro, referindo-se à nova criação es creveu: "Mas nós, segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova Terra em que habita a justiça" (II Pedro 3:13). E João completa: "E vi um novo céu, e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram..." (Apocalipse 21:1).

Os remidos terão, de tempos em tempos, a oportunidade e o maior deleite em comparecer, pessoalmente, diante do Seu Criador, para O adorar: "Porque, como os céus novos, e a Terra nova, que hei de fazer, estarão diante da Minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E assim, cada mês, à lua nova, e cada semana, aos sábados, todos virão prostrar-se diante de Mim, diz o Senhor" (Isaías 66:22-23).

"O grande conflito (entre Cristo e Satanás) terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta cri­ação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor" (WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, p. 678).


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O Dia do Senhor

Qual é o significado real da expressão "O Dia do Senhor?" Profetas e apóstolos se referem a esse dia de maneira soleníssima e advertem e aconselham a todos que se preparem para os acon tecimentos que terão lugar nessa ocasião. Esse dia é mencionado por esses homens de Deus como o último dia e se refere, sem nenhuma dúvida, ao dia da volta de Jesus.

Para muitos, este dia será de incontida alegria, pois nele estarão se realizando todas as suas benditas esperanças. Para outros, entretanto, será um dia terrível, de agonia, de perdição e de acerto de contas. Para estes, está escrito: "Ai de vós que desejais o dia do Senhor! Para que quereis vós este dia do Senhor? Ele é trevas e não luz . Não será, pois, o dia do Senhor trevas e não luz? Não será completa escuridade, sem nenhum resplendor?" (Amós 5:18 e 20).

As trevas que estes textos mencionam representam a destruição que sobrevirá a todos os ímpios. Os mortos se multiplicarão. Aqueles cuja religião é superficial e indiferente, cuja hipocrisia exterior encobre a podridão de um interior abominável verão, naquele dia, que estiveram escondidos num falso refúgio, numa falsa segurança. A profissão de fé, somente, e a religião exterior, se revelarão completamente inúteis, no dia do Senhor: "Mas os cânticos do templo serão gritos de dor naquele dia, diz o Senhor Deus; muitos serão os cadáveres; em todos os lugares serão lançados fora em silêncio" (Amós 8:3).

A Palavra de Deus conclama a todos que despertem da letargia e indiferença. A salvação é possível, é real e de graça. Por que não se apoderar dela e livrar-se dos terríveis resultados que a maldade humana acarretará sobre o mundo todo, em breve? "Ah! Aquele dia! Porque o dia do Se nhor está perto, e virá como uma assolação do Todo-poderoso . Tocai a buzina em Sião, e clamai em alta voz no monte da minha santidade. Perturbem-se todos os moradores da Terra, porque o dia do Senhor vem, ele está perto" (Joel 1:15 e 21).

A cada palavra de advertência da parte do Deus Todo-poderoso, há uma palavra de consolo, de esperança e o terno convite para o arrependimento e a salvação: "Diante dEle tremerá a Terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor... Porque o dia do Senhor é grande e mui terrível, e quem o poderá sofrer? Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: ‘Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração: e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não os vossos vestidos, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus’; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benefi­cência, e se arrepende do mal" (Joel 2:10-13).

A justiça de Cristo é que deverá revestir o caráter de Seus filhos, tornando-os irrepreensíveis para o dia em que deverão ser transformados para receber a vida e a condição de imortalidade: "O qual também vos confirmará até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo" (I Coríntios 1:8).

O dia do Senhor virá, brevemente, assim como o dilúvio veio no passado, de improviso, inesperadamente. Para todos os que não se prepararam, para estes, sim, será uma terrível sur presa, semelhante à que tiveram os antediluvianos. A Bíblia Sa­grada compara este aconteci mento com a desagradável visita de um ladrão, que ataca de surpresa. Aos que são encontrados desprevenidos, de nada adiantará lamentar a sua imprevidência. A esta altura, já não adianta fe char a porta. Assim como os ímpios contemporâneos de Noé e os habitantes de Sodoma e Gomorra, os ímpios de nossos dias serão todos destruídos no dia do Senhor . Conforme a infalível Palavra de Deus, serão surpreendidos e de maneira nenhuma escaparão.

É no dia do Senhor, no dia da Sua volta, no último dia da história deste mundo, que os justos – todos – receberão o galardão, o prêmio da vida eterna, a salvação. Esta é a certeza que vem da Palavra de Deus, que o apóstolo dos gentios manifestou já no final da sua vida aqui na Terra: "Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda" (II Timóteo 4:8). A vitória aos que aceitaram o sacrifício de Jesus e o plano divino da redenção, dar-se-á nessa ocasião: "E quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória" (I Pedro 5:4).

O dia do Senhor será, também, o dia da perdição dos homens ímpios. O profeta contemplou com milênios de antecedência o terror daqueles que serão surpreendidos por esse acontecimento espantoso. Naquela ocasião, o desejo de todos quantos forem achados culpados será esconder-se da presença de Deus. De nada lhes valerá seu poder mundano, autoridade e riquezas. Para nada servirão sua altivez e falsa segurança.

As palavras do profeta bem podem dar a dimensão da confusão, do desespero e terror dos que recusaram a misericórdia do Senhor: "Vai, entra nas rochas, e esconde-te no pó, da presença es pantosa do Senhor e da glória da Sua majestade. Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a altivez dos varões será humilhada, e só o Senhor será exaltado naquele dia. Porque o dia do Senhor dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido. E a altivez do homem será humilhada, e a altivez dos varões se abaterá, e só o Senhor será exaltado naquele dia. E todos os ídolos desaparecerão. Então os homens se meterão nas concavidades das rochas, e nas cavernas da terra, por causa da presença espantosa do Senhor, e por causa da glória da Sua majestade, quando Ele Se levantar para assombrar a Terra. Naquele dia o homem lançará às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem (Isaías 2:10-12 e17-20).

O último dia da história da humanidade será assombroso. Nesse dia a natureza se revoltará, as montanhas mudarão de lugar, os edifícios ruirão por causa da aproximação pessoal do Todo-poderoso nas nuvens do céu.

Eis como o apóstolo contemplou, em visão, de seu desterro na Ilha de Patmos, aquele grande dia: "E o céu retirou -se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: ‘Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é chegado o grande dia da Sua ira: e quem poderá subsistir? (Apocalipse 6:14-17).

O mesmo dia foi mostrado ao profeta que, perplexo e assombrado, assim se referiu ao contemplar a destruição de todos os pecadores, na ocasião da volta do Senhor: "Uivai, porque o dia do Senhor está perto: vem do Todo-poderoso como assolação. Pelo que todas as mãos se debilitarão, e o coração de todos os homens se desanimará. E assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e se angustiarão como a mulher parturiente: cada um se espantará do seu próximo: os seus rostos serão rostos flamejantes. Eis que o dia do Senhor vem horrendo, com furor e ira ardente, para por a terra em assolação e destruir os pecadores dela" (Isaías 13:6-9).

Nesse dia certamente que a altivez e impiedade dos homens receberão a justa paga. É o próprio Deus Todo-poderoso Quem afirma: "E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos. Pelo que farei estremecer o céu, e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos exércitos, e por causa do dia da Sua ardente ira" (versos 11 e 13).

A mesma Palavra continua a afirmar: "Porque disse no Meu zelo, no fogo do Meu furor, que naquele dia haverá grande tremor sobre a terra de Israel. De tal sorte que tremerão diante da Minha face os peixes do mar, e as aves do céu, e os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra, e todos os homens que estão sobre a face da terra; e os montes cairão, e os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra" (Ezequiel 38:19-20). "O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se aproxima muito a voz do dia do Senhor; amargamente clamará ali o homem poderoso. Aquele dia é um dia de indignação, dia de angústia e de ânsia, dia de alvoroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, dia de trombeta e de alarido" (Sofonias 1:14-16).

Trombeta e alarido estão, também, nos textos dos apóstolos, que estão adiante citados, neste mesmo estudo, quando tratarmos do tema do arrebatamento dos filhos de Deus.


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A Glória de Deus


O homem, ao sair das mãos do Seu Criador, era perfeito e mantinha com Ele íntima e perfeita comunhão. Por causa do pecado este privilégio foi perdido. Ao longo dos séculos foi perdendo o vigor físico, mental e espiritual. Quanto mais se afastava do tempo da sua inocência, mais se enfraquecia e degenerava. Depois de milênios de convivência com o pecado, chegou ele à situação de debilidade em que se encontra hoje, tão diferente da condição que recebera ao ser criado à imagem do Seu Criador e conforme à Sua semelhança, como está escrito: "E disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança... E criou o homem à Sua imagem: à imagem de Deus o criou" (Gênesis 1:26-27).

Esta mesma condição que detinha ao ser criado será novamente restabelecida no dia da volta de Jesus. Naquele dia os mortos justos ressuscitarão transformados e os que estiverem vivos e forem salvos serão, também, num instante, transformados, a fim de que possam resistir à es pantosa presença da glória do Criador.

Somente por causa desta transformação é que poderão subsistir na presença de Deus. Os que não forem transformados serão fulminados pelo esplendor desta presença. Para ensinar esta verdade é que Paulo escreveu: "E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção" (I Coríntios 15:50).

A experiência de um extraordinário homem de Deus no passado bem pode ilustrar a impossibi lidade de o homem a carne e o sangue na sua condição atual, suportar a presença de Deus, sem perecer. Moisés era uma pessoa extraordinária, qualidade esta reconhecida pela Bíblia Sagrada e pela História Universal.

Eis o que diz, a seu respeito, a Palavra de Deus: "E, falava o Senhor a Moisés cara a cara, como qualquer fala com o seu amigo..." (Êxodo 33:11). E, mais, ela reconhece a grandeza de Moisés, expressa através da mansidão do seu caráter: "Ora, Moisés era homem mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra" (Números 12:3).

Ao se fazer um retrospecto no tempo e na História constata-se que, dentre todos os outros deuses de todos os povos e civilizações, apenas o Deus dos hebreus Se relacionava de maneira racional e inteligente com o Seu povo, fato este reconhecido pela História Universal: "Outras na ções tinham os seus deuses, a quem pediam auxílio e proteção, mas o Deus dos Hebreus era o único a fazer promessas ao Seu povo" (A História do Homem nos últimos Dois Milhões de Anos. Editado por Seleções do Reader s Digest, p. 85).

Esta mesma História afirma ser Moisés um dos per sonagens mais extraordinários que viveram neste mundo: "Os judeus foram finalmente libertados da escravidão do Egito por Moisés, uma das mais extraordinárias figuras da História" (Idem, destaques acrescentados).

O mesmo Moisés, exaltado por Deus e lembrado pela História, em certa ocasião desejou intensamente, do fundo da sua alma, poder contemplar a glória de Deus e suplicou a Ele, com Quem se comunicava boca a boca: "Rogo-Te que me mostres a Tua glória" (Êxodo 33:18). A resposta do Senhor não poderia ser outra: "Não poderás ver a Minha face, porquanto homem nenhum verá a Minha face, e viverá" (Êxodo 33:20). No entanto, após a transformação a ser operada no dia da volta de Jesus, esta impossibilidade deixará de existir, conforme sua clara promessa: "Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus" (Mateus 5:7).

Qual a razão da impossibilidade de um homem, mesmo como Moisés, contemplar a glória de Deus? O próprio Senhor responde a esta indagação: "Porque o Senhor teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso" (Deuteronômio 4:24).

A glória de Deus, incompreensível e inimaginável, é comparada a um fogo consumidor:"E habitava a glória do Senhor sobre o monte de Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem. E o parecer da glória do Senhor era com um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel (Êxodo 24:16-17).

Outros textos confirmam esta verdade de ser a presença espantosa do Senhor, um fogo que consome, diante da qual o homem não pode subsistir: "Sabe, pois, hoje que o Senhor teu Deus, que passa diante de ti, é um fogo que consome, e os destruirá, e os derrubará de diante de ti; e tu os lançarás fora, e cedo os desfarás, como o Senhor te tem dito" (Deuteronômio 9:3). Todas as pessoas, todos os povos que não tiverem sido antes transformados, serão destruídos por esse fogo que consome, que é a presença do Senhor: "E os povos serão como os incêndios de cal; como espinhos cortados arderão no fogo" (Isaías 33:12).

Assim, quem poderá prevalecer nesse dia terrível, ou quem poderá conviver e permanecer na presença desse fogo consumidor? O profeta pergunta e ele mesmo responde a respeito da ques tão de quem poderá subsistir diante do fogo consumidor e com ele conviver no Reino eterno: "Os pecadores de Sião se assombraram, o tremor surpreendeu os hipócritas. Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor? Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas?" (Isaías 33:14).

O cidadão do reino de Deus, que habitará na Sua presença e com Ele conviverá desfrutando de Sua íntima comunhão, será transformado. Ele é retratado na conti­nuação das palavras do profeta: "O que anda em justiça, e o que fala com retidão; o que arremessa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue, e fecha os seus olhos para não ver o mal . Este habitará nas alturas: as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas . Os teus olhos verão o Rei na Sua formosura, e verão a terra que está longe" (Isaías 33: 15 a 17).

Muitos outros textos da palavra de Deus não deixam dúvidas a respeito das afirmações sobre a glória da presença de Deus: "Porque o nosso Deus é um fogo consumidor" (Hebreus 12:29). "Virá o nosso Deus e não Se calará; adiante dEle um fogo irá consumindo, e haverá grande tormenta ao redor dEle. Chamará os céus, do alto, e a terra, para julgar o Seu povo" (Salmo 50:3-4).

Os textos seguintes estabelecem com absoluta clareza o fato de que somente a transformação por que passarão os filhos de Deus, é que os habilitará a estar de pé no dia do Senhor, no dia espantoso e terrível de Sua volta a este mundo. Esta transformação devolverá à raça humana a mesma condição que tinha antes do pecado, condição vivida por Adão e Eva, no Éden: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele: porque assim como é O veremos" (I João 3:2).

Todos os que herdarem a salvação receberão um novo corpo imortal, como está escrito: "Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade" (I Coríntios 15:51-53).

Ao ser transformado, o homem poderá contemplar e suportar a glória da presença visível de Jesus, no dia de Sua volta. Assim transformado, poderá ele então conviver pelos séculos intérminos da eternidade na companhia e comunhão com Deus.

Esta é a promessa de quem não pode mentir, para os Seus filhos, hoje. E o melhor: É de graça. O preço já foi pago, na cruz, há 2.000 anos. Nem todas as riquezas e atrações do mundo se comparam aoo que Deus tem preparado para os Seus filhos, aqueles que O aceitarem, escolherem e seguirem os passos do humilde Nazareno que criou a vida e todo o universo.


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Demora

Desde o tempo dos apóstolos a volta de Jesus é esperada. A justificada impaciência pelo cumprimento da redenção prometida tem-se manifestado em todos os tempos. Entretanto, esta impaciência muitas vezes transforma-se em escárnio e incredulidade, especialmente nos dias finais da história deste mundo.

Eis o que o apóstolo afirmou, a este respeito: "Sabendo primeiramente isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque desde os dias que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação" (II Pedro 3:3-4). Entretanto, os propósitos de Deus são diferentes dos propósitos dos homens. A infinita sabedoria do Todo-poderoso busca resultados eternos, enquanto a sabedoria humana não raro se fixa em objetivos imediatos e passageiros.

Por isto o apóstolo continua: (II Pedro 3:8-9). Aquilo que Jesus prometeu não deixará de ter perfeito e completo cumprimento, no momento devido, ainda que alguns possam imaginar que esteja havendo algum atraso: "Mas amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a Sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, se não que todos venham a arrepender-se""Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir, virá, e não tardará" (Hebreus 10:37).

Não será vã a fé dos que esperam a bendita promessa. Nossa esperança não será frustrada. Tão somente é necessário que seja exercitada a paciência: "Sede, pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações, porque já a vinda do Senhor está próxima" (Tiago 5:7-8).


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Sinais



"Quando, porém vier o Filho do Homem, porventura achará fé na Terra?" (Lucas 18:8). Estas foram as palavras com que Jesus procurou manifestar a condição moral da Terra por ocasião de Sua volta a ela. Qual será, pois, a conseqüência deste tão gran­de afastamento dos princípios morais e da profunda degeneração do gênero humano verificada em nossos dias?

Em duas ocasiões especiais Deus manifestou o Seu horror ao pecado. A degradação moral do homem e a corrupção desenfreada tiveram, nessas duas ocasiões, a justa retribuição por parte do Senhor.

Da primeira vez o mundo foi destruído pelo dilúvio e da segunda vez duas cidades ímpias foram totalmente consumidas pelo fogo vindo do céu. Não foi, pois, sem razão, que Jesus mencionou estas duas ocasiões ao retratar as condições vividas pelo mundo, nos dias que antecedem a Sua volta, sendo este um dos mais expressivos sinais que precedem este acontecimento.

Eis as palavras do Salvador: "E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira acon teceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam: mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu, fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem Se há de manifestar" (Lucas 17:26-30).

Ora, como eram os dias que precederam o dilúvio? Diz a Palavra de Deus: "E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente" (Gênesis 6:5). A seqüência do relato bíblico bem mostra a perfeita relação existente entre aquela época e os dias de hoje: "A Terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a Terra de violência. E viu Deus a Terra, e eis que estava corrompida, porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a Terra" (Gênesis 6:11-12).

A escalada da violência e da corrupção, a degradação moral, o egoísmo e o desamor de nossos dias atingiram uma proporção tal que certamente se assemelha com os dias que antecederam o dilúvio e da subversão de Sodoma e Gomorra. As notícias diárias são simplesmente chocantes e cada vez mais, em todo o mundo, aumenta a perversão humana. Isto, a tal ponto que os crimes hediondos que são praticados diariamente tornam-se rotina e já nem chocam tanto.

As pessoas se acostumam e se adaptam a esta situação, que já faz parte do nosso cotidiano. Por esta razão, o futuro para o mundo impenitente é sombrio. Se Deus, no passado, não pôde suportar esta condição, certamente não o fará agora, porque Ele não muda.

Cabe, portanto, a pergunta: Será, então, o mundo destruído por Deus, no futuro? A resposta da Bíblia Sagrada é positiva: "Inteiramente consumirei tudo sobre a face da Terra, diz o Senhor. Arrebatarei os homens e os animais; consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e os tropeços com os ímpios; e exterminarei os homens de cima da Terra, disse o Senhor . O grande dia do Se nhor está perto, está perto e se apressa muito a voz do dia do Senhor: amargamente clamará ali o homem poderoso. Aquele dia é um dia de indignação, dia de angústia e de ânsia, dia de al voroço e de desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortes e contra as torres altas. E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor: e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne como esterco. Nem a sua prata e nem o seu ouro os poderá livrar no dia do fu ror do Senhor, mas pelo fogo do Seu zelo toda esta Terra será consumida: porque certamente fará de todos os moradores da Terra uma destruição total e apressada" (Sofonias 1:2-3 e 14-18).

Este dilúvio de fogo é confirmado pelo apóstolo: "Mas os céus e a Terra que agora existem, pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios . Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a Terra, e as obras que nela há se queimarão" (II Pedro 3:7 e 10).

Entretanto, apesar da clareza meridiana das Sagradas Escrituras, aquele que se arroga a condição blasfema de representante de Jesus aqui na Terra mais uma vez investe contra a Palavra de Deus, procurando desmenti-la.

Eis o que diz um artigo publicado na Revista Veja, Edição de 26 de fevereiro de 1.997, p. 104, intitulado O Papa e o Juízo Final : "O papa João Paulo II surpreendeu os católicos, na semana passada, ao tratar de um tema recorrente na história das religiões: o fim do mundo. Depois de citar a passagem bíblica em que Deus puniu os pecados da humanidade promovendo o Dilúvio, o papa garantiu que não está nos planos divinos destruir o mundo novamente. A humanidade continua cometendo pecados, até maiores que os descritos no Dilúvio , disse Karol Wojtyla durante um sermão na paróquia romana de Santo André Avelino, mas a aliança estabelecida com Noé assegura que nenhum pecado poderá levar Deus a aniquilar o mundo criado por Ele mesmo".

O poder anticristão que há muitos séculos assentou o seu trono em Roma não conhece as verdades das Sagradas Escrituras e é delas o maior inimigo. Se tivesse ao menos o cuidado de examinar melhor o contexto bíblico, certamente não faria declarações desastradas e infelizes como a mencionada acima. Eis a aliança que Deus estabeleceu com Noé e toda a sua descendência, para sempre: "E Eu convosco estabeleço o Meu concerto, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a Terra" (Gênesis 9:11).

Para tranqüilidade do homem e para assegurar-lhe que não haveria outro dilúvio, Deus colocou nas nuvens o sinal desta aliança. Assim, Ele reafirmou as condições deste concerto: "E disse Deus: Este é o sinal do concerto que ponho entre Mim e vós, e entre toda a alma vivente, que está convosco, por gerações eternas: o Meu arco tenho posto na nuvem: este será por sinal do concerto entre Mim e a Terra. E acontecerá que, quando Eu trouxer nuvens sobre a Terra, aparecerá o arco nas nuvens. Então Me lembrarei do Meu concerto, que está entre Mim e vós, e ainda toda a alma vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir toda a carne (ver sos 12 a 15).

A clara afirmação de Deus é de que não haveria um outro dilúvio e de que Ele não voltaria a destruir a Terra, pelas águas. A razão de tal promessa – é necessário que se repita – era tranqüilizar o homem, para que ele não se enchesse de terror ao sinal de cada chuva, fato que passou a ser comum, após o dilúvio. Isto não autoriza o papa a contradizer a Palavra de Deus, que afirma claramente que a Terra será novamente destruída, no futuro, pelo fogo.

Tornando ao assunto da degradação moral dos últimos dias e a sua conseqüência fatal para o homem, foi ela também mencionada por profetas e apóstolos, com milênios de antecedência: "Ouvi a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel: porque o Senhor tem uma contenda com os habi tantes da Terra, porque não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus na Terra. Só prevalecem o perjurar, e o mentir, e o matar, e o furtar, e o adulterar, e há homicídios sobre homicídios. Por isso a Terra se lamentará, e qualquer que morar nela desfalecerá, com os animais do campo e com as aves do céu, e até os peixes do mar serão tirados (ou perecem)" (Oséias 4:1-3).

Eis o retrato que Paulo faz dos últimos dias: "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te" (II Timóteo 3:1-5).

Conhecendo esta condição que vigoraria no fim dos tempos é que Jesus revelou: "E por se multiplicar a iniqüidade o amor de quase todos se esfriará" (Mateus 24:12). E Ele completa, referindo-Se aos ímpios de todas as épocas, especialmente aos da última geração: "Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de Mim e das Minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de Seu Pai, com os santos anjos" (Marcos 8:38).

No entanto, os sinais que Jesus predisse e que antecederiam a Sua volta não se limitam à condição moral do homem. Ele mencionou a situação política mundial, bem como as convulsões da natureza, as grandes catástrofes, como expressivos sinais que antecederiam o fim.

Eis o relato de alguns destes fatos, com os quais Jesus procura advertir às pessoas, familiarizando-as com os acontecimentos que precederiam o grande dia de Sua volta: "E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a Ele os Seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos quando serão estas coisas, e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Eu sou o cristo e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai não vos assusteis, porque é mister que isto tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o principio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão: e sereis odiados de todas as gentes por causa do Meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair- se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos (ou, de quase todos) se esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo" (Mateus 24:3-13.

O mundo contemporâneo é testemunha de inúmeras tragédias provocadas pelo fanatismo religioso. Falsos cristos têm induzido incontável número de pessoas ao erro e, mesmo, ao suicí dio, como recentemente se verificou na Guiana, na Suíça, no Canadá e nos Estados Unidos. Pes soas há que, explícita e diretamente se declaram como sendo o Messias, arrebanhando multidões incautas e desapercebidas, não firmadas nas verdades das Escrituras. Os casos mais notórios são os do Pastor Jim Jones, no passado recente, e do Reverendo Moon, nos dias atuais, dentre outros.

Estes são apenas alguns dos falsos cristos que Jesus anunciou. No futuro, o próprio Satanás – que tem o poder de se transfigurar em anjo de luz – enganará multidões, fazendo-se passar por Jesus, falando e curando como se fôra o Salvador regressado ou retornado a este mundo. Por esta razão é que o Senhor revelou como será a Sua vinda, cujo incomparável resplendor será impossível imitar.

Ao advertir sobre os falsos profetas Ele simplesmente descortinou o que acontece nos dias atuais. A palavra profecia, no seu sentido mais amplo, significa ensinamento . O profeta, por conseguinte, mais do que alguém que revela acontecimentos futuros é uma pessoa escolhida para ensinar a verdade de Deus, se for um profeta verdadeiro. Sendo um falso profeta, ou falso ensinador, ele ensinará o erro e as verdades desvirtuadas, adulteradas, que apenas sirvam aos seus propósitos egoístas e pessoais.

A proliferação de igrejas e doutrinas, atualmente, através de pessoas ávidas de alcançar prosperidade material, riqueza e notoriedade é o mais perfeito cumprimento do que Jesus anunciou para os nossos dias. O abuso da credulidade, da boa fé e ingenuidade das pessoas por parte de líderes religiosos inescrupulosos que oferecem o céu aqui na Terra, em desarmonia com os ensinamentos de Jesus, terá em breve a justa retribuição. Para estes líderes que praticam o estelionato religioso e espiritual, por meio de verdadeiros atos de extorsão, a Palavra de Deus prenuncia um futuro sombrio: "Também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita" (II Pedro 2:3).

Jesus falou de guerras e rumores de guerras e nações se levantando contra nações. É verdade que sempre houve guerras na história do mundo. Entretanto, nunca foram elas tão intensas e devastadoras como neste século e no anterior. No passado elas aconteciam em regiões determinadas e os seus efeitos não eram tão terríveis. Hoje as guerras têm efeito verdadeiramente catastrófico. As armas são mais sofisticadas e mortíferas. O século passado testemunhou duas Guerras Mundiais que ceifaram a vida de vários milhões de seres humanos. Artefatos nucleares destruíram cidades e vitimaram incontável número de pessoas.

São constantes os conflitos hoje no mundo e milhares de vidas são sacrificadas. Os conflitos étnicos e religiosos na Bósnia, Iraque e Curdistão, entre árabes e judeus, no Oriente Médio, as guerras civis na África, no Leste europeu, na América, dentre outros, são apenas alguns exemplos da realidade que Jesus previu há quase dois mil anos.

O mundo assiste hoje, ainda , a um recrudescimento das catástrofes naturais provocadas pela devastação da natureza. Os cientistas estimam que somente em 1.996 quinze por cento da camada de ozônio foi destruída, principalmente por gases nocivos expelidos diariamente pela vida moderna das grandes cidades.

As grandes inundações em todos os continentes, os constantes terremotos, maremotos, furacões, em várias partes do mundo, são também sinais precursores da volta de Jesus. A cada ano milhares de pessoas morrem de frio, nos invernos cada vez mais gélidos, e de calor, nos verões cada vez mais abrasadores. Mesmo os países do chamado primeiro mundo, dotados de toda a tecnologia e conforto, não estão imunes a estas convulsões da natureza. Cidades do norte dos Estados Unidos, como Chicago e Detroit e da Europa Ocidental, como Berlim e Paris, regiões privilegiadas pela tecnologia e industrialização, testemunharam recentemente tragédias provocadas pelo descontrole climático e ambiental, que vitimaram milhares de pessoas. Estes acontecimentos também são sinais que anunciam a breve volta de Jesus.

No Paquistão, na Somália, na Etiópia e no Zaire, incontáveis multidões morrem de fome e de peste. A Coreia do Norte pede socorro ao mundo porque a fome está dizimando principalmente a sua população infantil. Na Índia e em grandes extensões do continente asiático centenas de mi lhares de pessoas perecem sem ter o que comer, morrendo pela desnutrição e pelas pestes.

Também o terrorismo incontrolável seqüestra, tortura e destrói pessoas, cidades e deixa as potências mundiais atordoadas, impotentes e quase sem ação. O que é isto, senão o cumprimento das palavras de Jesus ao anunciar: "... e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio das dores..."(Mateus 24:7 -8). Note-se que o texto destaca claramente o fato de que estas coisas são apenas o princípio de do res, indicando que o pior ainda está por vir.

Algumas das predições de Jesus têm sentido e cumprimento variado, destinando-se a mais de uma ocasião, como é o caso da angústia, da perseguição e do livramento. Inicialmente, Ele referiu-Se ao cerco e destruição de Jerusalém, que viria a acontecer já no ano 70. Em seguida, Ele menciona a perseguição papal da Idade Média e finalmente a terrível perseguição final do Seu povo, que haverá de preceder a Sua volta.

Eis o texto sagrado: "E quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dEle os Seus discípulos para Lhe mostrarem a estrutura do templo. Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada" (Mateus 24:1-2).

Este mesmo acontecimento já houvera sido mostrado séculos antes, através do profeta: "Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedra..." (Miquéias 3:12).

Jesus contemplou com tristeza o futuro sombrio daquela geração má e corrupta e a destruição de sua cidade, prevenindo: "Quando, pois, virdes que a abominação da de­solação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda; então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa; e quem estiver no campo não volte atrás a buscar os seus vestidos. Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias! E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado" (Mateus 24:15-20).

O olhar profético e onisciente do Salvador viu os exércitos de Roma, comandados por Tito, filho do imperador Vespasiano, sitiarem por longo tempo a cidade santa. Depois, como registra a história através do historiador judeu Flávio Josefo, sem nenhuma razão lógica ou aparente, inexplicavelmente, o cerco foi suspenso.

As tropas romanas, mencionadas por Daniel e lembradas por Jesus se afastaram e os judeus, mesmo num estado de profunda apostasia e depois de haverem rejeitado o Messias, imaginaram ser este um sinal do favor de Deus para com eles, para massacrar os romanos. Saindo em sua per seguição abriram as portas da cidade e descuidaram-se de sua defesa. Este foi o sinal aguardado pelos seguidores de Jesus.

Imediatamente, sem olhar para trás, desprezando o que ficava, fugiram apressadamente da cidade e somente assim puderam escapar. Nenhum cristão foi morto na terrível carnificina que se seguiu. Da mesma forma como retrocedeu, o exército romano retornou ao ataque de forma ter rível, feroz e encarniçada. Mais de um milhão de pessoas foram mortas, pois era ocasião de festa e peregrinação em Jerusalém. Os que não morreram foram levados cativos para Roma. Os últimos a morrer se esconderam no templo e de lá mantiveram uma desesperada e derradeira resistência.

Os romanos caíram sobre eles com fúria assassina e não deixaram um único sobrevivente. Incendiado o templo, o ouro que revestia suas paredes derreteu-se, escorrendo por entre as reentrâncias do piso. A turba enlouquecida no calor da refrega, pelo sangue e pela cobiça do saque, removeu todas as pedras desde as paredes até ao piso, escavando em busca do ouro derretido, não deixando pedra sobre pedra. Ao fim, o lugar sagrado parecia um campo lavrado. A profecia não po­deria ter tido cumprimento mais perfeito.

Na seqüência, Jesus refere-Se ao longo período da perseguição de Roma papal, que durou 1.260 anos, indo do ano 538 e terminando em 1.798, com a destituição e prisão do papa Pio VI, por ordem de Napoleão Bonaparte. O quinto período profético, referente à igreja de Sardo (Apocalipse 3:1-6), iniciou-se em 1.517 com a reforma protestante.

Com a proteção dos príncipes alemães, arrefeceu a perseguição papal e houve um grande alívio para os cristãos que eram perseguidos por não aceitarem as imposições de Roma. Esse período foi até ao ano de 1.833, quando teve início a pregação da volta de Jesus. Nesse sentido é que o período de perseguição foi abreviado, como afirmou Jesus, por amor dos escolhidos, como está escrito: "Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o principio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias" (Mateus 24:21-22). Sobre a última e maior perseguição futura tornaremos a falar oportunamente, neste estudo.

Então, Jesus Se reporta para um tempo ainda mais adiante, no futuro, já nos dias imediatos à Sua tão ansiada volta a este mundo: "Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que Ele está no deserto, não saiais; Eis que Ele está no interior da casa: não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra até ao Ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem" (Mateus 24:23-27).

A falsa religiosidade de nossos dias dá testemunho do cumprimento destas palavras do Salvador. Falsos cristos aparecem e enganam multidões. O último a reivindicar a personalidade de Jesus será o próprio Satanás, que O imitará quase à perfeição, fazendo milagres e prodígios, parecendo ser o Filho de Deus. Mas, como ensina e adverte o Salvador, o usurpador somente não conseguirá contrafazer a glória inimitável de Sua volta. O brilho incomparável e o resplendor de Sua glória serão manifestados de um extremo ao outro do céu e nenhum outro poder seria capaz de imitá-lo.

Voltando ao fim do tenebroso e sangrento período de perseguição papal, Jesus menciona os sinais que se cumpriram nos dois últimos séculos: "E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas" (verso 29).

O profeta do Apocalipse também se refere a estes espantosos sinais precursores do fim: "Houve um grande tremor de terra: e o sol tornou-se negro como saco de silício, e a lua tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte" (Apocalipse 6:12-13). Estes três grandes acontecimentos estão detalhados no capítulo quarto deste trabalho, intitulado O Juízo Final. O terrível terremoto de Lisboa, o maior de que se tem notícia em todos os tempos, ocorreu no dia 1 ° de novembro de 1.755.

O segundo grande sinal cumpriu-se vinte e cinco anos após a tragédia mencionada. Em 1.780 hou ve o escurecimento do sol e da lua. O dia 19 de maio daquele ano figura na história como o Dia Escuro . Tal acontecimento também já havia sido mencionado pelo profeta Joel, séculos antes de Jesus anunciá-lo: "O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor" (Joel 2:31). Os apóstolos também se re feriram a ele (Atos 2:20).

Finalmente, o terceiro sinal aconteceu de maneira impressionante no dia 13 de novembro de 1.833, com a assombrosa chuva de meteoritos ocorrida naquela data. A vívida impressão que os expectadores tiveram daquele notável acontecimento era a de que as estrelas caíam do céu numa chuva interminável e faiscante. Este fato causou grande comoção popular, provocando in tensa admiração em alguns e alarma em outros, prolongando-se por horas a fio.

O último dos sinais que Jesus relacionou e que precederão a Sua volta é a pregação do Evangelho Eterno, segundo Suas próprias palavras: "E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim" (verso 14).

Nunca, em tempo algum, houve tanto interesse pelas questões religiosas como nos dias atuais. Por esta razão, homens sem escrúpulos têm-se levantado e aproveitado para explorar e oprimir as pessoas que buscam alguma forma de religião. A Bíblia Sa­grada tem sido grandemente difundida, preparando o mundo para o alto clamor do último grande convite e apelo de Deus para os Seus filhos que têm estado em erro. Estes deverão deixar os princípios do evangelho espúrio e pervertido, que tem como causa e origem a apostasia de Roma.

A grande Babilônia mística jogou a verdade por terra e prosperou. Hoje mesmo, milhões de pessoas, ainda que não pertençam àquela igreja, seguem os princípios que ela apregoa, após perverter os límpidos preceitos do Evangelho Eterno, imutável, de Jesus Cristo. Muito em breve o mundo contemplará a queda e subversão desta grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da Terra (Apocalipse 17:5), porque a Palavra de Deus é infalível.

Está escrito: "E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a Sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: "Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a ave imunda e aborrecível. Por que todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da Terra se prostituíram com ela ..." (Apocalipse 18:1-3). O anjo simbólico que o apóstolo viu representa aqueles que darão a última mensagem do Evangelho Eterno (Apocalipse 14:6).

Estes, à semelhança dos primeiros cristãos, serão revestidos pelo Espírito Santo de tal poder que a Terra será, toda ela, iluminada com a glória de sua mensagem. Por Seu intermédio será feito o último convite divino, expresso na seqüência do texto sagrado: "Saí dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus Se lembrou das iniqüidades dela" (Apocalipse 18:4-5).

Apesar da iminente destruição, Roma ostenta hoje toda pompa e orgulho que sempre a distin guiram, mantendo a afirmação blasfema de ser a representante de Jesus na Terra, quando, na realidade, é a legítima representante do inimigo de Deus. Eis o que o futuro próximo lhe reserva, conforme a inspirada Palavra que não falha e nem muda: "Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, foi-lhe outro tanto de tormento e pranto; porque diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto . Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo, porque é forte o Senhor Deus que a julga" (Apocalipse 18:7-8).

O último sinal, então, aparecerá nas nuvens, na ocasião já da volta do Senhor: "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da Terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mateus 24:30-31).


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