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Introdução

Este estudo é um resumo do plano Divino da redenção.

A palavra Evangelho significa Boa Nova. Tanto a raiz grega (evaggélion) quanto a raiz latina (evangeliu) traduzem a mesma coisa. E é sobre este tema, o principal tema das Sagradas Escrituras, que desejamos estudar: O Evangelho Eterno, a boa nova da salvação para um mundo que estava condenado a destruição e á morte. Jesus, quando ainda aqui na Terra, anunciara a Sua morte e ressurreição aos Seus discípulos,antecipadamente. Anunciou lhes, também, que voltaria a este mundo. E os Seus dis cípulos, perplexos,perguntaram Lhe: "Dize-nos quando serão estas coisas, e que sinal haverá da Tua vinda, e do fim do mundo?" (S. Mateus 24:3). Então Jesus lhes respondeu, relatando lhes todos os sinais que antecederiam a Sua vinda, a maioria dos quais hoje já cumpridos. O último destes sinais, Ele o anunciou categoricamente: "E este EVANGELHO do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim" (S. Mateus 24:14).

Em harmonia com esta afirmação de Jesus, o apóstolo São João quando recebeu as revelações do Apocalipse,o livro da revelação, referindo-se aos últimos acontecimentos da história da humanidade, escreveu: "E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o EVANGELHO ETERNO, para proclamá-lo aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo" (Apocalipse 14:6). O anjo referido pelo apóstolo é um anjo simbólico, que representa aqueles que darão esta última mensagem ao mundo, pois o significado da palavra anjo é, na sua origem, MENSAGEIRO (do grego, ággelos).


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A Imutabilidade dos Princípios de Deus

O Evangelho ou boa nova de salvação tem sido pregado desde há muitos séculos. Então, porque a palavra ETERNO? Esta é a grande questão trazida pelo apóstolo, e já referida há quase 2.000 anos por outro apóstolo, Paulo, o Apóstolo dos Gentios , prevendo que a pureza do Evangelho Eterno seria alterada pela tradição ou por autoridade do homem.

Ele ensinou: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro Evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema" (Gálatas 1:8.) E ele não deixa dúvidas com respeito à imutabilidade do mesmo, ao afirmar: "Também vos notifico, irmãos, o Evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não, é que crestes em vão"(I Coríntios 15:1-2). As verdades do Evangelho Eterno é que deverão ser anunciadas a todo o mundo, antes que sobrevenha o fim e Jesus a ele retorne em poder e grande glória, para consumar a Sua obra de redenção,e estabelecer o Seu reino eterno e a vitória sobre a morte e Satanás. Estas verdades devem vir à luz, para que toda criatura tome sua decisão, para a vida, ou para a morte. Ao lado de Cristo, ou ao lado de Satanás. Paulo ainda disse que o Evangelho deve ser levado a todos com clareza, pois se o nosso Evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto (II Coríntios 4:3).

O Evangelho Eterno anunciado por Jesus aos Seus discípulos e por eles proclamado a todas as criaturas é o mesmo anunciado a Adão, após o pecado, e a todos os patriarcas e profetas, em todos os séculos da história humana. Isto é tão verdadeiro, quanto a afirmação de que Deus, o Senhor dos Exércitos, não muda.

O próprio Deus afirma, através da Sua Palavra Sagrada: "Eu, o Senhor, não mudo..." (Malaquias 3:6). A segurança dos que confiam em Deus reside na fidelidade e imutabilidade de Sua Palavra, de Seus princípios e de Suas promessas.

Ele afirma: "E também Aquele que é a Força de Israel não mente nem Se arrepende, porquanto não é um homem para que se arrependa" (I Samuel 15:29). E acrescenta: "Deus não é homem para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura diria Ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria"? (Números 23:19). O apóstolo São Tiago escreveu: "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em Quem não há mudança nem sombra de variação" (Tiago 1.17). São Pedro acrescenta: "... a Palavra do Senhor permanece para sempre" (I Pedro 1:25). Portanto, podemos ter a certeza de que Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente (Hebreus 13:8). Portanto, a boa nova de salvação ou o Evangelho Eterno, como está claramente indicado pelo seu próprio nome, não muda, assim como não muda o Seu Autor.



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Jesus, a Fonte da Vida

Deus é a fonte e a única fonte de vida no Universo. Não existe vida a não ser em Deus. Jesus disse: Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida... (S. João 14:6). Ao manifestar a Sua vitó ria e o Seu poder sobre a morte Ele disse: Eu Sou a Ressurreição e a Vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá (S. João 11:25). Aos que, em todas as épocas O rejeitam, Ele lhes diz: E não quereis vir a Mim para terdes vida (S. João 5:40.) Aquele que nunca conheceu a mentira afirmou categoricamente:EU E O PAI SOMOS UM (S. João 10:30).

O Evangelho Eterno é a própria his tória da redenção de todo o gênero huma no, do resgate da vida ao poder da morte, a história do sacrifício de Jesus Cristo, o Cri ador, oferecendo a Sua vida em lugar da vida de todo aquele que nEle crer e O aceitar como seu salvador pessoal.

O propósito de Deus ao criar o homem era de que ele vivesse para sempre e fosse eternamente feliz.

A morte não existia no Seu plano original. O que é a morte? É a au sência da vida.
Quan do se manifestou a morte pela primeira vez e por quê?

Diz o Relato Sagrado que Deus, colocando num jardim de su prema beleza o homem que criara à Sua ima gem e conforme à Sua semelhança, deu a ele e à sua companheira que deveriam povoar a Terra, tudo de que necessitavam para ser felizes. To das as árvores frutíferas e as ervas do campo lhe seriam para mantimento e todos os animais da Terra lhe seriam sujeitos. Nada faltava para o san to casal, que o Senhor não lhe tivesse prepara do, para que desse origem a uma raça de seres perfeitos e felizes, que não deveriam conhecer o pecado, a doença e a morte e que enchessem a Terra através da sua descendência. Ora, é possível imaginar que a Terra, recém-saída das mãos de Seu Criador perfeito, fosse incomparavelmente bela e imaculada. E Jesus Cristo foi o Agente da criação: To das as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. NEle estava a vida... (S. João 1:3-4). E o homem, dotado de um caráter não contaminado por mal algum, ca ráter semelhante ao de seu Autor, gozava de íntima comunhão com Ele. Somente uma restrição impôs Deus a Adão e Eva, nos sos primeiros pais: E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: de toda a árvore do jardim comerás livremente; mas da árvo re da ciência do bem e do mal, dela não co merás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gênesis 2:16-17).

Se o homem desobedecesse às ordens explí citas de Deus estaria manifestando des­confiança nEle. Então deveria buscar outra fonte de vida, que não existe. Afasta do de Deus, não poderia ter vida. A morte, portanto, é a ausência de Deus, é a ausência da vida, e seria o seu quinhão, caso buscas se outra fonte alternativa de vida.


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A Rebelião e Queda de Lúcifer

Lúcifer, o portador de luz, era o mais sábio e poderoso dentre todos os anjos de Deus. Tão sábio e poderoso que desejou ser semelhante ao Senhor. Como um ser criado, que era, não poderia ser admitido nos conselhos da divindade, como desejava, prerrogativa apenas do Ser supre mo e Criador: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Imaginando poder ser igual ao Filho de Deus, em Quem não podia já divisar sabedoria, glória e poder superiores aos que possuía, corrompeu-se a sua perfeição e irrompeu em rebe lião contra Deus e o Seu governo universal.

A Escritura Sagrada revela, referindo se à sua rebelião, queda e futura destruição: As­sim diz o Senhor Jeová: Tu és o aferidor da medida,cheio de sabedoria, perfeito em formosu ra. Estavas no Éden, Jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura... a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.

Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que fos te criado, até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lan çarei profanado fora do monte de Deus, e te fa rei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lan cei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela in justiça do teu comércio profanaste os teus san tuários; Eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos dos que te vêem. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste, e nunca mais serás para sempre (Ezequiel 28:12-19). Como caíste do Céu, ó estrela da ma nhã, filha da alva! Como foste lançado por ter ra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no mon te da congregação me assentarei, da banda dos lados do norte.

Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, con tudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo (Isaías 14:12-15).

Ao rebelar-se Lúcifer contra Deus e o Seu governo, foi expulso das cortes celestiais, do lu gar de onde o Universo é governado, após rejeitar todas as oportunidades oferecidas pela misericór dia de Deus para voltar atrás. Transformou se em Satanás o adversário de Deus, colocando em seu coração o intento de transtornar o governo de Jeová, o Senhor dos Exércitos. Passou, então, da condição de mais exaltado dentre todos os anjos, a inimigo declarado de Seu governo e de Seus princípios eternos e santos, tendo levado em sua rebelião a terça parte de todos os anjos do Se nhor (Apocalipse 12:7-9).


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A Tentação e Queda do Homem

Não podendo participar da criação do homem, como desejara, voltou Satanás, aquele outrora exaltado anjo, contra Ele todo o seu intento maligno.

Incorporando-se na figura da serpente, en tão um animal não com o aspecto asqueroso de hoje, levou o primeiro casal a desobedecer à estrita determinação de Deus, transgredindo assim a Sua lei e cometendo o primeiro pecado. Pela própria palavra do Senhor a conseqüência de sua desobediência era a morte, como está escrito: Porque o salário (ou recompensa, ou resulta do) do pecado é a morte... (Romanos 6:23).Satanás lançara dúvidas com respeito aos propósitos misericordiosos de Deus. Contra a afir mação divina de que no dia em que dela comeres, certamente morrerás, o inimigo do Senhor declarou:

... certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis

como Deus, sabendo o bem e o mal (Gênesis 3:4-5).

Ao passar o sentimento e a sensação de euforia que costumam acompanhar a transgres são, sobreveio-lhes a terrível realidade e lembraram-se das palavras do Senhor Deus. Pela primeira vez sentiram-se nus, envergonhados, e fizeram para si aventais de folhas de figueiras. E quando o Criador veio visitá-los, fugiram dEle ao escutar-Lhe a voz. Sentiram-se completamen te perdidos e julgaram que seriam fulminados, em cumprimentoà sentença divina.

Para Deus não havia alternativa que não executar a Sua sentença, para manter a dig­nidade de Sua palavra e a harmonia de Sua justiça e de Seus princípios. E a sentença de morte seria cumprida. Não da forma desejada por Satanás e esperada e temida por Adão. Não de maneira fulminante e imediata. Mas a partir daquele instante,o homem começou a morrer. A semente da morte fôra implantada no seu cora ção. Ele foi expulso do Jardim que tinha sido o seu lar santo e feliz e privado da árvore da vida, que lhe perpetuaria a existência.

Por causa do peca do a maldição alcançou a Terra e todos os seres vivos. A sentença de morte tinha sido executada. Ain da que vivesse por mui tos anos, o homem envelheceria e finalmente ces saria de viver. Voltariaao pó, de onde fora to mado e seria como se jamais tivesse existido. Em conseqüência do decreto divino cer tamente morrerás o homem passou à condição de ser mortal. Esta condição pode ser claramente depreendida, se colocada em confronto com a de claração do apóstolo, ao afirmar, referindo-se ao Criador: Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível... (I Timóteo 6:16).


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A Graça, um Favor Imerecido

Mas estava para ser manifestada a misericórdia infinita e incompreensível para mentes humanas. Estavam para ser manifestadas a GRAÇA de Deus, as boas novas de perdão e redenção, o Evangelho Eterno.
Então o Criador descortinou o véu do futuro, para o homem. Embora ele devesse receber o resultado da sua transgressão, descendo à sepultura, não seria abandonado à sua sorte. Fôra ide ado nas cortes celestiais um plano para redimir o homem, salvando-o da morte e dando-lhe nova mente o direito à vida. O próprio Criador deveria morrer em lugar do homem. Aquele que é o Doador da vida receberia Ele próprio a conseqüência da transgressão: morreria em lugar da sua amada criatura. Se assim o fizesse, estariam reivindicados os princípios eternos da Sua justiça e nada poderia contestar a justiça do Seu ato.


Seria frustrado o plano de Satanás de arruinar o homem. Ele nada poderia argumen tar contra tal fato, pois a vida do Criador é infinitamente mais preciosa do que a vida da criatura. O preço estaria totalmente pago, sem nenhuma dúvida. Esta é a manifestação da graça. Ela é, pois, um favor imerecido da parte de Deus para com o homem.


Explicando Deus a Adão o plano que ar quitetara para o salvar, determinou o Senhor que ele e sua descendência jamais se esquecessem de que no futuro Ele, o Criador, viria na forma de um homem para Se oferecer como oferta e sacrifício pelo pecado, dando a Sua vida em lugar da vida de toda a humanidade. E para que Adão e a sua descendência se lembrassem sempre desta promessa, estabeleceu o sistema de sacrifícios substitutos e simbólicos: "matou, o Senhor, um cordeiro e fez o Senhor Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles, e os vestiu" (Gênesis 3:21). Esta foi a primeira morte no Universo, prefigurando a morte do Cordeiro de Deus, que tiraria o pecado do mundo.


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Os Sacrifícios Simbólicos e Cerimoniais

Sempre que, por determinação de Deus, o homem matasse manimalzinho escolhido, este animalzinho estaria representando o próprio Criador que no futuro viria para morrer em lugar do homem . E cada vez que oferecesse um sacrifí cio, o seu coração se encheria de dor pelo peca do, pelo reconhecimento de que um inocente estava pagando pelo seu próprio erro.

E mais, que este animal era apenas o símbolo do verda deiro sacrifício que representaria a doação da vida do próprio Criador.

Ao matar Adão o cor deiro com que ofereceria o seu primeiro sacri fício é que iria compreender quão terrível era a conseqüência da transgressão. E com este pen­samento sentiria horror pelo pecado, como cau sa de separação entre Deus e o homem.

Quando algum tempo depois seus filhos Caim e Abel vieram oferecer os seus sacrifí­cios ao Senhor, a oferta de Caim foi rejeitada, não importa quão boa pudesse parecer. Ela não era a que Deus expressamente deter minara. Assim como o fato de que comer o fruto de uma simples árvore em desobediên cia ao mandado de Deus acarretara tal des graça sobre seu pai, também a não observân cia de um aparentemente simples detalhe implicaria no desagrado do Senhor.

Não importa quão insignificante possa parecer aos nossos olhos, toda a determinação do Senhor deve ser acatada, porque na Sua sabedoria infinita tudo é provido por Ele para a nossa felicidade presente e eterna.

Grandes bên çãos estão reservadas aos obedientes e esta deve ser uma lição perpétua. Deus aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim, porque ... sem der­ramamento de sangue não há remissão (Hebreus 9:22) e a oferta sacrifical deveria prefigurar o sacrifício de Jesus, que derramaria o Seu sangue inocente para inocentar uma raça culpada.

Numa das mais inspiradoras páginas da profecia bíblica Isaías anunciou o sacrifício de Jesus, ainda vários séculos antes de seu cumprimento. Escreveu ele: Verdadeiramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nos sas dores levou sobre Si; e nós O reputamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pe las nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados (Isaías 53:4-5).

E continua: ... mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido, mas não abriu a Sua boca; como um Cordeiro foi levado ao matadouro, e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a Sua boca... Isaias 53:6-7. ... Ele foi conta do com os transgressores; mas Ele levou so bre Si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercede (Isaías 53:12-u.p.).

Durante séculos a mensagem do Messias vindouro foi pregada. As instruções de Deus eram confiadas aos profetas que as anunciavam ao povo e as escreviam em rolos, sendo depois reunidas num único compêndio e transmitidas de geração a geração. São Pedro afirma que devemos estar atentos à palavra dos profetas, como a uma luz que alumia em lugar escuro, e que nenhuma pro fecia é de particular in terpretação, porque a profecia nunca foi produzida por vontade de ho mem algum, mas os homens santos de Deus fa laram inspirados pelo Espírito Santo (II Pedro 1:19-21).


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Jesus, o Cordeiro de Deus

Deus, através de Seus mensageiros, re velou antecipadamente todos os principais acontecimentos relativos à vinda do Messias, porque está escrito que certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revela do o Seu segredo aos Seus servos, os profe tas (Amós 3:7). Assim, todos os fatos impor tantes relativos à vida de Jesus, foram antes anunciados por Deus, e constam das Sagradas Escrituras do Antigo Testamento.

Tanto a época como o local do Seu nasci mento foram anunciados vários séculos antes de acontecerem.

Os profetas Miquéias e Daniel receberam as revelações relativas a estes fatos (Miquéias 5:2 e Daniel 9:25). Alguns sábios, estudiosos das Sagradas Escrituras, vindos do Oriente e conhecendo que chegara o tempo anunciado pelos profetas para a vinda do Salvador, dirigiram-se a Belém da Judéia, para adorá-Lo.

Também o rei Herodes, ao saber que esta va para nascer o Rei dos Judeus , mandou que fossem mortas todas as crianças recém-nascidas, na cidade de Belém (S. Mateus 2:13-18). E quan do chegou a época anunciada pelo profeta para a unção ou o batismo do Messias, o próprio Jesus anunciou este fato: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no Evangelho (S. Marcos 1:15). Quando João Batista viu a Jesus pela pri meira vez, sem O ter conhecido antes, afirmou, inspirado pelo Espírito

Santo: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1:29). O próprio Deus deu testemunho da divindade de Jesus, ao ser Ele batizado, pois do céu mesmo fez ouvir Sua voz: Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo (S. Mateus 3:17).

Então, exatos três anos e meio após ser ungido o Messias, em cumprimento à profecia de Deus, foi Ele tirado.

Como um cordeiro, como ovelha muda, foi levado ao matadouro. O Calvário foi o palco para o Universo estarrecido da maior prova de amor jamais presenciada atra vés das eras eternas: o Criador dava a Sua vida incontaminada, em troca da vida pecadora de Suas criaturas. Ali se encontraram a justiça e a misericórdia de Deus. A transgressão à Sua lei exigia a morte do transgressor. Ali, foi satisfeita a justiça. Ali, manifestou-se a misericórdia e o cumprimento da promessa feita a Adão.

A sepultura não poderia reter o Filho de Deus. Ao ressuscitar, vitorioso da morte, trazia consigo o penhor, para toda a humanidade, do direito à vida eterna. A morte estava vencida. Satanás não mais reteria cativos na sepultura aqueles por quem Jesus dera a Sua preciosa vida. O direito à vida eterna fôra definitivamente con quistado por Cristo e colocado graciosamente a disposição de quem dele quisesse se apropriar. Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cris to. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois os que são de Cris to, na Sua vinda (I Coríntios 15:22-23).


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A Justiça de Cristo

Tudo foi provido, da parte de Deus, para a salvação do homem, para que ele tivesse, nova mente, o direito à vida eterna. E está escrito que os dons e a vocação de Deus são sem arrepen dimento (Romanos 11:29).

A salvação, portan to, agora é livre e de graça para quem dela qui ser lançar mão. O que é necessário ser feito, então, para se obter a salvação? A Palavra de Deus responde: Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo... (Atos 16:31).

Crer em Jesus Cristo, para a salvação, implica em aceitá-Lo como Salvador pessoal. O sim ples ato de nEle acreditar não é suficiente, pois as próprias Escrituras afirmam que também os de mônios crêem e estremecem (Tiago 2:19). Jesus disse: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus (S. João 3:3).

O novo nasci mento não significa morrer e nascer de novo ou voltar ao ventre da mãe, como Jesus mesmo es clareceu.

E está escrito que aos homens está ordenado morrerem uma única vez vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo -Se uma vez para tirar os pecados de muitos, apa recerá segunda vez, sem pecado, aos que O espe ram para salvação ( Hebreus 9:27-28).

Nascer de novo é estar em Cristo, porque se um morreu por todos, logo todos morreram. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou Consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo reconciliando Con sigo o mundo, não lhes imputando os seus pe­cados; e pôs em nós a palavra da reconcilia ção. Àquele que não conheceu pecado, O fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus (II Coríntios 5:14, 17-19 e 21).

Através de Adão o pecado entrou no mun do, como está escrito: Pois que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram Romanos (5:12).

Como por um homem entrou o pecado e a morte, por outro homem Jesus veio a justiça e a vida. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobe diência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de Um muitos serão feitos justos Romanos (5:18-19).

A salvação, quando recebida na alma do pecador contrito, provoca uma revolução em sua vida. Isto é o novo nascimento. A conversão é uma mudança de rumo, uma mudan ça de vida. Os traços objetáveis do caráter são, pelo poder do Espírito Santo, erradicados. Há um desejo intenso de procu rar ser semelhante ao Mestre e Salvador.

A salvação não provém de esforço huma no. É um favor de Deus. O pecador arrependido, ao compreender a imensidão do sacrifício feito para salvá-lo irá prostrar-se agradecido aos pés de Jesus e, em conseqüência da salvação recebida gratuitamente, irá manifestar em sua vida as boas obras que são o fruto do Espírito Santo, e a prova de que é genuína a sua fé. Desejará demonstrar o seu amor ao Salvador, guardando os Seus mandamentos.

Disse Jesus: Aquele que tem os Meus mandamen tos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele (S. João 14:21). O verdadeiro arrependimento é uma deci dida renúncia do mal. Quando o pecador en contra a Jesus depõe em Seus ombros os fardos de seus pecados e de suas culpas. A partir desse momento, já não existe nenhuma condenação para aquele cujos pecados foram lançados sobre o Salvador. A obediência a Deus e aos Seus princípios morais dá testemunho de que a sua con­versão é real e verdadeira.

Está escrito: Em nenhum outro há sal vação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12). Não existe ou tra forma ou fonte de salvação, a não ser através do sacrifício substituto de Jesus. Os que confi am nEle e a Ele se entregam, serão julgados por Suas obras perfeitas (de Jesus). Ao comparece rem diante do Tribunal do Juízo de Deus, como réus, é Jesus Quem Se assentará no seu lugar, para ser julgado.

Somente assim o pecador será justi ficado pelas obras de Jesus. E aqueles que não tiverem a Cristo como Seu substituto, deverão ser julgados por suas próprias obras que, ainda que pareçam boas, não podem ter eficácia dian te do trono do Juiz do Universo. Estas boas obras nas palavras do profeta são como trapos de imundícia, como está escrito: Todas as nossas justiças são como trapo da imundícia... (Isaías 64:6).


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A Porta Aberta: a Salvação Gratuita

A misericórdia de Deus está estendida a todos quantos quiserem se apossar da salvação e da vida eterna.

O Senhor quer que todos se salvem e lança o apelo: Eu, Eu sou o Senhor, e fora de Mim não há salvação (Isaías 43:11).

Ele promete: Eu, Eu mesmo Sou o que apago as tuas transgressões por amor de Mim, e dos teus pecados Me não lembro (Isaías 43:25). Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para Mim, porque Eu te remi . Assim diz o Senhor, Teu Redentor, e que Te formou desde o ven tre: Eu Sou o Senhor que faço todas as coisas... Olhai para Mim, e sereis salvos, vós todos os termos da Terra; porque Eu sou Deus e não há outro (Isaías 44:22, 24 e 45:22).

É espantoso que o próprio Criador dos céus e da Terra convide tão ternamente o pecador ao arrependimento e à salvação. Ele lança o apelo: Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensa mentos, e se converta ao Senhor, que Se compa­decerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar (Isaías 55:6-7).

Disse Jesus: O que vem a Mim, de ma neira alguma o lançarei fora. E a vontade do Pai que Me enviou é esta: que nenhum de todos aqueles que Me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia (S. João 6:37 e 39). Jesus disse, ainda: Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependi mento. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lucas 5:32 e 19:10).

E a Palavra de Deus manifesta o que de mais sublime pode existir, na seguinte de­claração: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pere ça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (S. João 3:16-17).

Deus afirma que não tem prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Desejaria Eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor Jeová; não desejo antes que se converta dos seus caminhos e viva? (Ezequiel 18:23). Aos impenitentes que rejeitarem o sacrifício de Je sus, não restará outro destino que a morte eterna.

Não existe nada mais que Deus possa fazer para salvá los. O maior dom do Céu foi oferecido: a vida do Filho de Deus. Ao rejeitá-la o ímpio, estará rejeitando tam bém o oferecimento da vida eterna, porque não existe outra fonte de salvação além da que foi oferecida por Deus. Para ele não res tará outro destino que a segunda morte, da qual não haverá ressurreição. E este ato de destruição do ímpio é chamado por Deus, em Sua Palavra, de Seu estranho ato e Sua estranha obra (Isaías 28:21).

As mãos misericordiosas do Senhor es tão estendidas na direção de cada pessoa. Não importa quão longe se ache do Senhor e quão miserável possa parecer aos seus próprios olhos. O Evangelho Eterno é o oferecimento de perdão. Há esperança para o mais endu recido dos corações, para o maior de todos os criminosos.

Nunca o homem pode ter ido tão longe que o Senhor não o possa alcançar com o Seu poder perdoador e transformador. Diz o Senhor: Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam ver melhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã . Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nu vem; torna-te para Mim, porque Eu te remi (Isaías 1:18 e 44:22).


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O Último Convite Divino: o Fim do Tempo da Graça

A misericórdia, entretanto, não pleiteará para sempre em favor dos culpados habitantes da Terra. Chegará o tempo em que, assim como nos dias de Noé, haverá cessa do toda a oportuni dade de salvação para o pecador impenitente. Através de Noé o convite divino para a sal vação foi anunciado durante muito tempo e obs tinadamente recusado.

Chegou o dia em que o Se nhor determinou que ele e sua família entrassem na arca que construíra e o Senhor o fechou por fora (Gênesis 7:16). Então, tarde demais para se arrepender, o mundo impenitente foi coberto pelas águas do dilúvio e expirou toda a carne que se movia sobre a Terra... tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu. (Gênesis 7:21-22).

Semelhantemente, breve virá o dia em que a porta da graça será fechada e o destino eterno de todos estará decidido, para a vida ou para a morte. Após um período de grande tribulação e de extrema angústia, Jesus enfim voltará a este mundo tenebroso, então envolto em completas trevas morais, corrupção e violência.



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A Volta de Jesus, a Vitória Final

Jesus voltará, não mais como um homem de dores, para ostentar uma coroa de espinhos. Ele voltará na glória de Seu Pai e na de todos os Seus anjos. A Majestade dos Céus virá nas nuvens, e todo o olho O verá, até os mesmos que O traspassaram... (Apocalipse 1:7).

Chamará os mortos à vida e os que ouvirem a Sua voz ressurgirão das sepulturas, com um corpo incorruptível e imortal. E os que estiverem vivos, tendo aceitado a salvação provida por Ele serão transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta, para encontrarem com Ele nas nuvens do Céu. Está escrito: "Por que a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (I Coríntios 15:52).

Jesus já obteve a vitória sobre a morte. Ele diz: "Eu Sou o Primeiro e o Último; e o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as cha­ves da morte e da sepultura" (do grego, Hades) (Apocalipse 1:17-18). Na Sua volta a este mundo estará cumprida a promessa do Evangelho Eterno. Estará restaurado o reino a Israel. Será restabelecido o homem ao primeiro domínio, como antes do pecado. E nunca mais ha verá pecado e nem morte, porque pela Palavra do Senhor não se levantará por duas vezes a angústia (Daniel 7:27, Miquéias 4:8 e Naum 1:9).

Após o juízo Satanás será destruído com todos os seus anjos, assim como os ímpios de todas as épocas. Diz a Palavra de Deus: "Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramos" (Malaquias 4:1).

O mesmo fogo que destruirá Satanás e os ímpios purificará a Terra. Então Deus cumprirá o Seu propósito de criar um lar edênico para o homem restaurado à Sua imagem e segundo a Sua semelhança. Então é cumprida a promessa do Senhor: "Porque, eis que Eu crio céus novos e nova Terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão...E nunca mais ouvirá voz de choro nem voz de clamor...E será que antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor (Isaías 65:17, 19, 24-25) São Pedro, referindo-se à nova criação es creveu: "Mas nós, segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova Terra em que habita a justiça" (II Pedro 3:13). E João completa: "E vi um novo céu, e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram..." (Apocalipse 21:1).

Os remidos terão, de tempos em tempos, a oportunidade e o maior deleite em comparecer, pessoalmente, diante do Seu Criador, para O adorar: "Porque, como os céus novos, e a Terra nova, que hei de fazer, estarão diante da Minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E assim, cada mês, à lua nova, e cada semana, aos sábados, todos virão prostrar-se diante de Mim, diz o Senhor" (Isaías 66:22-23).

"O grande conflito (entre Cristo e Satanás) terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta cri­ação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor" (WHITE, Ellen G. O Grande Conflito, p. 678).


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