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SODOMA, AQUI E AGORA!

A revista ISTO É, Edição Nº 2075, DE 19 ago/2009, na seção SEMANA traz o comentário do Doutor Luiz Augusto Vasconcelos, médico especializado em saúde coletiva, sobre o perfil dos praticantes de barebacking – sexo em grupo e entre homens, sem uso de camisinha, sendo que um deles é sempre portador de HIV. Eis o seu comentário, destaque na revista:”O principal motivo é a busca do prazer imediato. É um equívoco pensar que todas as pessoas que praticam barebacking querem contrair HIV”.

Desconhecendo o termo fui pesquisar no GOOGLE o significado daquela expressão até então desconhecida pelo menos pra mim e confesso ter ficado estarrecido com o que descobri. O JORNAL DO BRASIL publicou em 03/01/09 uma matéria, de autoria do jornalista Vagner Fernandes, com o título:


´Barebacking' cresce no Brasil e torna-se caso de saúde pública


A matéria inicia-se assim:


“RIO - “Procuram-se HIVs”. Impresso em um caderno de classificados dos jornais das grandes metrópoles, o anúncio não passaria despercebido. Do ponto de vista conceitual, HIV é uma sigla que desperta interesse e hostilidade, fascínio e medo, compaixão e ódio”.


Nosso comentário:


Na verdade a reportagem mostra nada mais, nada menos, a situação em que Jesus previu para os dias de sua volta a este mundo, idêntica à que prevalecia nos dias de Sodoma, destruída com fogo e enxofre por causa de sua devassidão, cidade que emprestou o nome à prática antinatural do homossexualismo.


Apenas poucas décadas passadas estes fatos, agora tornando-se populares e comuns, causariam asco e repúdio. É um sinal inequívoco da chegada da plenitude dos tempos, do cumprimento final das profecias que antecedem a destruição deste mundo corrompido e violento. Esta prática é chamada de ROLETA RUSSA SEXUAL e destina-se a causar maior prazer pela excitação do perigo a que são expostos os seus infelizes praticantes. Infelizes, sim, porque condenados à destruição caso não se arrependam e abandonem estas práticas sórdidas, imorais e degradantes e que clamam aos céus pela sua abominação.


Àqueles que desejarem conhecer a seqüência da reportagem, o que não considero nem aconselhável e nem proveitosa, vai abaixo transcrita a sua continuação, na íntegra.


Continuação da matéria do JB:


“Estigmatizada até então como o acrônimo da morte, ela vem ganhando novos contornos etimológicos devido a um grupo de homens que praticam sexo com homens (os HSH), absolutamente crentes na teoria de que o vírus da Aids, se contraído numa relação sexual, pode trazer benefícios para seu cotidiano, libertando-o, de uma vez por todas, do uso do preservativo, aumentando o prazer, proporcionado uma liberdade só experimentada no auge da revolução sexual, na década de 70.


A teoria foi posta em prática. E tem nome: "barebacking" (derivado da palavra barebackers, usada em rodeios para designar os caubóis que montam a cavalo sem sela ou a pêlo).


O termo ficou conhecido internacionalmente como uma gíria para o sexo sem camisinha, praticado de preferência em grupo, em festas fechadas, por homens sorodiscordantes (HIVs positivos e negativos).


“Coisa de macho”, garantem os adeptos. O movimento cresce no Brasil, de forma assustadora, e tornou-se uma questão de saúde pública e motivo de preocupação social.


O Jornal do Brasil teve passe livre em dois desses encontros, batizados de bare party (festa bare).


É a primeira vez que um veículo de comunicação ingressa em reuniões nas quais o leitmotiv, ou fetiche é praticar sexo com pessoas desconhecidas, que possam, acima de tudo, ser soropositivas. Às cegas, todos são guiados apenas pelo que sentem. E, para facilitar a comunicação, criaram um vocabulário próprio.


Festa da conversão


As orgias são chamadas de conversion parties ou roleta-russa. Entre os convidados, há os bug chasers (caçadores de vírus), o HIV negativo, que se lança ao sexo sem camisinha, e os gift givers (presenteadores), os soropositivos que se dispõem a contaminar um negativo.


São esses os responsáveis por entregar o gift (presente), o vírus. Quem participa de encontros bare confirma: o prazer sem barreiras é o que importa. Quanto à Aids, eles não encaram mais a doença como mortal, porém crônica, com tratamento à base do coquetel.


A contaminação, portanto, elimina o medo e apresenta uma perspectiva futura da naturalidade do contato pleno.


– Sou um barebacker assumido – dispara R. H., 31 anos, geógrafo e cientista social, com pós-graduação nas duas áreas.


– Eu odeio camisinha. Acho uma m... É terrível interromper o sexo para colocá-la. Acaba com o meu prazer. No mais, o bare, para mim, é um fetiche. Eu gosto, apesar de ter contraído o vírus da Aids numa festa. Mesmo assim, faria tudo de novo. Não me arrependo.


A declaração aterroriza, preocupa. E só mesmo ingressando no singular mundo dos barebackers para comprovar o que depoimentos, documentários, teses, livros e outros elementos que abordam o tema tentam desvendar ou explicar.


Na maioria das vezes, não conseguem. O que se testemunha numa festa bare está além da imaginação humana, supera os delírios e o surrealismo de Fellini em obras como Satyricon, ultrapassa a sordidez e o ceticismo pasoliniano em Saló ou 120 dias de Sodoma. Não há limites. De verdade.
A constatação pôde ser feita em encontros programados para homens de grupos sociais distintos. Na Ipanema da bossa nova, de gente chique “pulverizada” de Dior, Prada, Gucci, Kenzo, Gaultier e Armani, a reunião começa às 22h num casarão de uma das mais movimentadas e conhecidas ruas do bairro.


A mansão, de três andares, é fechada especialmente para a ocasião. O décor é sofisticado. No primeiro pavimento, paredes brancas contrastam com sofás vermelhos. TVs de plasma 42' exibem clipes de Madonna, Beyoncé, Cher, Christina Aguilera ou filmes com astros e estrelas de Hollywood.


As luminárias brancas rebatem a luz dicróica contra a parede, gerando clima de aconchego, e o bar, com bebidas importadas em sua maioria, está sempre livre. Ninguém fica sobre balcão. Não há tumulto. Claro, é uma festa para pessoas escolhidas a dedo, para poucos, no máximo 60 convidados, informados por e-mail.


Há regras, e elas são claras. É condição sine qua non ficar nu ou no, máximo, com uma toalha (cedida pela produção do evento) amarrada na cintura. Quem se recusa é convidado a se retirar.


Outra exigência: o sexo tem de ser praticado nos ambientes comuns de convivência. Ou seja, nada de se trancar em banheiro, em cozinha, em quarto. Ali, todos estão para ver e serem vistos.


E o ritual começa na entrada, quando os participantes tiram a roupa e guardam as peças em um armário, trancado com chave numerada. O funcionamento é semelhante ao de termas, masculinas ou femininas.
A medida, na verdade, serve para evitar a circulação com dinheiro e cartões de crédito. É precaução. Os que desejam consumir bebidas ou aperitivos, apenas transmitem ao barman o número assinalado na chave.
Os itens são lançados no computador e, no fim da festa, a conta é paga no caixa. O mecanismo lembra o adotado por boates e bares do eixo Rio–São Paulo, com suas tradicionais cartelas de consumação mínima. Só que numa festa bare, a bebida ajuda, os petiscos “fortalecem”, mas não são peças-chave para o divertimento.


Circulando pelos outros andares, a prova: na sala de vídeo, um jovem de cerca de 20 anos se entrega ao prazer, cercado por três homens.
Nenhum deles usa preservativo. A cena é chocante. O rodízio de papéis, durante o ato sexual, é comum nessas festas. Faz parte do jogo. O quarteto não frustra as expectativas dos voyeurs reunidos na porta da sala.


Como “astros do sexo”, diante de câmeras e de uma equipe de produção, atuam com vontade em uma performance longa, nada convencional, sem limites. Quem se propõe a ficar sob os holofotes sabe o risco que corre.
Mas é a sensação de perceber a adrenalina disparar e o coração bater aceleradamente devido ao unsafe sex (sexo inseguro) sem pudores e em público que os impulsiona.


Um deles podia ser gift giver e os outros bug chasers. Ou vice-versa. A probabilidade de o gift (o vírus) estar ali, entre eles, era grande. Ninguém se importava.


Quando terminou a primeira das muitas rodadas de sexo, o boy toy lover (brinquedo sexual) do trio foi jogar paciência em um dos quatro computadores, com internet liberada, instalados no segundo andar.


– As pessoas perdem a noção do perigo em busca do prazer – explica Jorge Eurico Ribeiro, 40 anos, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.


– E o conceito de barebacking se perdeu. Originária da Califórnia, a proposta é a de festas em que um ou mais participantes, sabidamente positivos, são convocados por um produtor para praticar sexo com os convidados sem o uso de preservativos. Todos têm ciência de que, na reunião, há portadores de HIV. O fetiche consiste exatamente na possibilidade de contrair ou não o vírus. Só que, atualmente, há quem acredite que as festas bare são simplesmente um evento para o sexo sem camisinha com participantes negativos, o que é um grande equívoco.
Ribeiro analisa que os barebackers que não apresentam o raciocínio da conversão imaginam, de fato, que, uma vez soronegativos, se limitarem seus relacionamentos com pessoas igualmente soronegativas, estarão fora do risco. Definitivamente não estão.


Há o espaço de tempo de variável (conhecido como janela imunológica) em que um indivíduo já contaminado pelo HIV pode ter resultados de exames laboratoriais de soronegatividade, ou seja, resultados falso-negativos. Testes HIV não são tão matemáticos como se supõe.


No Brasil, o obscuro universo do barebacking é pouco discutido publicamente por especialistas em sexualidade humana. Ainda não há estudo com precisão estatística sobre o número de praticantes, independente de orientação sexual.


No entanto, os relatórios do Ministério da Saúde com dados de infectados pelo HIV, de 1980 a junho de 2008, dão a pista. Os casos acumulados de Aids no país nesse período foram 506.499. Desses, 333.485 (66%) são homens e 172.995 (34%), mulheres. Em 2007, registraram-se 33.689 novos portadores.


Homo, bi ou hetero, todos praticaram sexo sem camisinha. A irresponsabilidade tem preço. E alto. Dos cofres públicos do governo federal saem cerca de R$ 1 bilhão por ano para tratamento exclusivo de soropositivos. Um paciente consome de R$ 5.300 a R$ 26.700 por ano. Cerca de 20 mil pessoas infectadas iniciam tratamento com anti-retrovirais no país, anualmente.


– Sinceramente, não me preocupo com essa questão e nem me sinto culpado. Não estou nem aí em ser um ônus para o governo – enfatiza R. H.


O Federal Health Research (centro de pesquisas de saúde), órgão governamental americano, divulgou recentemente a informação de que muitos homens com comportamento homossexual, bem como agentes de prevenção contra o HIV, confirmaram que a prática de sexo inseguro está se tornando cada vez mais comum.


Um estudo com 554 homens assumidamente homo ou bissexuais, residentes na Califórnia, apontou que 70% estavam familiarizados com o termo barebacking e que 14% já o haviam praticado, muitos em relacionamentos extraconjugais.


De acordo com a pesquisa, dos homens HIV positivos que participaram do estudo, 22% declararam ser barebackers e 10% dos negativos também tinham feito sexo inseguro nos últimos dois anos.


Não há informações sobre qual o número de pessoas em geral (homo, bi ou hetero) que pratica sexo inseguro nem sobre que motivos as levariam à auto-exposição.


Interesse dos jovens


Nas principais metrópoles, o fenômeno tem chamado a atenção de jovens. Comunidades sobre o tema se espalham por sites de relacionamento como o Orkut. No Rio e em São Paulo, a adesão ganha força.


Na indústria pornô, os filmes bare são os mais procurados. No YouTube, as postagens com cenas de sexo sem o uso de preservativos lideram o ranking das mais assistidas. Muitos dos que não praticam ou não têm coragem para fazê-lo buscam o prazer lançando mão de DVDs ou de vídeos na internet. O conceito de barebacking se dissemina.


– Colocar-se frente à possibilidade de contágio do HIV por meio do barebacking traz motivações psicológicas que podem ir do sadismo ao masoquismo. A possibilidade de uma relação sexual mais livre, com maior contato íntimo e afetivo pode estar encobrindo uma caráter suicida


– avalia Paulo Bonança, sexólogo e psicólogo, membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana e da Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual.
Risco assumido


HIV positivo, o administrador T.W., 45 anos, ratifica a análise de Bonança. Para ele, os adeptos do movimento sabem os riscos da superexposição e, alguns, ressalta, desejam o contágio conscientemente:


– Quem pratica sexo sem preservativo não pode ser considerado ingênuo. Tenho um amigo casado com soropositivo. Ele pediu ao parceiro que o contaminasse. Disse que era por solidariedade, mas acho que é masoquismo.


As observações de Bonança e T.W. foram comprovadas pelo JB em outra festa com a mesma proposta. Dessa vez, na Zona Oeste, a mais de 60 km da reunião em Ipanema.


O encontro, realizado mensalmente em um sítio, é batizado de Vale Tudo e está em sua 17ª edição. De sunga, de cueca ou nus, exigência para entrar, os participantes se divertem ao som de funk. Dos inocentes à la Perlla aos proibidões, compostos pela “galera da comunidade”. Agora não há TVs de plasma, luz ambiente, bebidas ou petiscos sofisticados. Computador?


Nem pensar. É uma zona praticamente rural. O bar improvisado oferece cerveja em latão, sopa de ervilha, salsichão na brasa, batata frita na hora e campari. O sexo, claro, também é praticado sem timidez.


Na varanda do casarão, na sala, nos quartos, na piscina, na grama. O produtor avisa, na entrada, que os preservativos estão disponíveis.
Percebe-se o zelo pela prevenção. A maioria, no entanto, dispensa, sobretudo em se tratando de sexo oral.


As situações são muito parecidas com as da festa na Zona Sul. Geralmente, dois dão o sinal verde e, em poucos instantes, como num formigueiro, três, quatro, cinco ou dez estão reunidos em busca do prazer.


Há um ano e meio, Igor (codinome de J.C., 42 anos, professor dos ensinos fundamental e médio) produz em sociedade com Renato (A.F, 40 anos, militar), a Vale Tudo.


Garante que o encontro não incentiva o bare, é freqüentado só por maiores e que o uso de drogas é proibido. Esses são dois de cerca de 20 itens de uma espécie de manual enviado por e-mail aos convidados.
Ainda está registrado na mensagem:



  • Sexo liberal entre todos. A formação de casais ou grupinhos é censurada. Estamos numa orgia e não num consultório matrimonial.


– Menor, cocaína, ecstasy, crack, maconha ou qualquer outra droga são vetados. Mas sempre há os que usam discretamente. Como posso controlar o que os convidados fazem? Se eu vir, peço que se retirem. Mas não vou colocar seguranças. Isso desconfiguraria a proposta da festa. São adultos. Cada um é responsável por seus atos – frisa Igor.


Mesmo sem ser em orgia, quem não usa proteção é 'barebacker'
A prática do sexo sem o uso de preservativo continua a conquistar novos adeptos. As campanhas milionárias do Ministério da Saúde sobre o tema não têm sido lá tão eficazes como deveriam.


E apesar do conceito de barebacking estar associado a orgias freqüentadas por homens que praticam sexo com homens, qualquer pessoa, independentemente de orientação sexual, que busca o prazer sem lançar mão de camisinha é um barebacker.


Também corre o risco de ser infectado, ainda que não seja um participante assíduo das conversion parties, as polêmicas e inconseqüentes festas de roleta-russa, nas quais os convidados brincam com a possibilidade de contrair o vírus HIV.



  • Como expliquei, a conceituação de barebacking se transformou ao longo dos anos – ressalta Jorge Eurico Ribeiro, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.


– Todos os que praticam sexo sem preservativo, seja homo, bissexual ou hetero, podem ser considerados, atualmente, um bare.
Risco permanente


Ribeiro destaca a necessidade de de todos os que se lançam ao sexo sem camisinhas refletir sobre o polêmico tema e as conseqüências da prática. Os familiarizados com o termo e o movimento partem para o simples "sou contra" ou "sou a favor", estabelecendo-se, assim, dois lados que se mostram inconciliáveis justamente pela falta de consenso sobre a inconseqüência com que muitos homens praticam o unsafe sex. A discussão vai além.



  • É importante se informar, pensar e decidir o que se pretende com isso. Ter uma vida saudável passa longe do exercício do bare. A decisão, claro, é exclusivamente pessoal. Da mesma forma que escolheram a orientação sexual, podem assim decidir o que fazer com o próprio corpo - assinala
    Números divulgados pelo Ministério da Saúde sedimentam a análise do pesquisador. Em 1996, no Brasil, o índice de heterossexuais com mais de 13 anos contaminados pelo HIV era da ordem de 22,4% do total de 16.938 infectados.


Até junho deste ano, esse percentual saltou para 45,7%. Entre os homo/bissexuais houve uma redução de 32,5% (em 1996) para 27,4% (junho de 2008).


Preço mais alto


Garoto de programa desde 2005, Gabriel Chaves, 22 anos, afirma ser heterossexual e ter namorada. Mas assume que, quando um cliente oferece um valor maior do que o cachê estabelecido para praticar sexo sem preservativo, não pensa duas vezes:
– Tem uns que dobram ou triplicam o valor. Eu não tenho como recusar. Com mulher também é assim. Há homens que pagam mais para transar com elas no pêlo. É um risco, mas eu, por exemplo, procuro conversar antes e, aos poucos, perceber a qualidade do cliente – conta.
Gabriel não foge à regra dos barebackers e poderá fazer parte da estatística no futuro. Embora se autodenomine heterossexual, integra o grupo HSH (Homens que praticam sexo com Homens).
Há 12 anos, o percentual de HSHs infectados era de 24%. Uma década depois, em 2006, eles já somavam 41% do total de soropositivos naquele ano.


Aumento dos índices


Em 2004, a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais do Ministério da Saúde apontou que o índice estimado de HSHs no Brasil, entre 15 a 49 anos, era da ordem de 3,2 % da população, ou cerca de 1,5 milhão de pessoas.


A partir dessa base populacional, a pesquisa calculou a taxa de incidência da Aids nesse grupo. Foram constatados 226,5 casos para cada 100 mil pessoas. Esse índice é 11 vezes maior do que o da taxa da população geral (de heteros), que é de 19,5 casos por grupo de 100 mil.


O crescimento no número de casos, sobretudo entre os homens, está relacionado ao fato de que toda uma geração, que jamais havia tido contato direto com a Aids, atingiu uma faixa etária sexualmente ativa. Bombardeados por campanhas em favor do uso do preservativo, acabaram desenvolvendo uma certa "imunidade" a elas, crendo que a doença não é um "bicho tão feito quanto pintam".


Quando remédio é desculpa para ficar doente
Difundida principalmente nos Estados Unidos (Califórnia, em primeiro lugar) e na Europa, a prática do barebacking é polêmica.
Os adeptos do bare alegam que, em função dos avanços atuais relacionados ao tratamento anti-HIV e à facilidade de acesso a ele, caso sejam contaminados não perderão em qualidade de vida.



  • Temos os anti-retrovirais, medicamentos que inibem a reprodução do vírus e potencializam o sistema imunológico. Isso impede o surgimento de enfermidades oportunistas (Aids) - ressaltam.


Eles ainda defendem como ponto positivo para não abrir mão da prática o fato de a ansiedade e a angústia frente ao possível contágio pelo HIV desaparecerem, assim que se descobrem soropositivos. Isso é sinônimo de libertação, pois que o uso do preservativo passa a ser descartado.


O barebacker está à procura da relação sexual mais livre, com maior contato íntimo e afetivo. As conseqüências, no entanto, relacionadas à prática nem sempre se traduzem de forma positiva, como supõem seus praticantes. Anti-retrovirais não são os únicos responsáveis pela qualidade de vida de um HIV.


Quando expostos, de forma freqüente, a relações de alto risco, os soropositivos podem sofrer o que se chama de “recontágio”, uma nova contaminação, acarretando aumento da carga viral e desencadeamento de queda de imunidade e sintomas.


Além disso, têm grande chance de contrair outras DSTs, tais com sífilis. Isso, certamente, dificultará o tratamento.


“Montar a pêlo”, a tradução literal para barebacking, seria uma lenda urbana se não houvesse comprovação real da prática.


A terrível tendência de comportamento existe. Há, de fato, homens, na maioria homossexuais, que querem ser infectados pelo HIV e outros que têm o prazer de ajudá-los a tornar esse desejo realidade.


Psicólogos, antropólogos e sociólogos teorizam sobre distúrbios de comportamento ou disfunção social. Para o resto do mundo, não passam de estúpidos ou patéticos”.
17:59 - 03/01/2009

A SANTA INQUISIÇÃO OU O TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO


Desejando escrever a respeito do tema consultei o GOOGLE simplesmente digitando as palavras “Santa Inquisição”. Das opções apresentadas a primeira é objeto do texto abaixo. A partir de agora pretendo escrever diariamente a respeito do tema, pela profunda convicção que tenho de que o mais horrendo instrumento jamais suplantado pela sua crueldade na história da humanidade, hoje aparentemente inofensivo como um vulcão adormecido, está prestes a acender suas fogueiras e lançar suas lavas candentes com uma intensidade jamais vista antes. A seguir, o texto tanscrito:
A Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.
Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges (praticante de heresias; doutrinas ou práticas contrárias ao que é definido pela Igreja Católica) por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.
A verdade é que embora o apogeu da Inquisição tenha se dado no século XVIII, as perseguições aos hereges pelos católicos, têm registros bem mais antigos. No século XII os “albigenses” foram massacrados a mando do Papa Inocêncio III que liderou uma cruzada contra aqueles que eram considerados os “hereges do sul da França” por pregarem a volta da Igreja às suas origens e a rejeição a opulência da Igreja da época.
Em 1252, a situação que já era ruim, piora. O Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, onde autoriza o uso da tortura como forma de conseguir a conversão. O documento é renovado pelos papas seguintes reforçando o poder da Igreja e a perseguição.
A Inquisição tomou tamanha força que mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Até porque, naquela época, o poder da Igreja estava intimamente ligado ao do estado.
Mais terrível que qualquer episódio da história humana até então, a Inquisição enterrou a Europa sob um milênio de trevas deixando um saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições que eram condenadas pelos chamados “autos de fé” – ocasião em que é lida a sentença em praça pública.
Galileu Galilei foi um exemplo bastante famoso da insanidade cristã na Idade Média: ele foi perseguido por afirmar através de suas teorias que a terra girava em torno do sol e não o contrário. Mas, para ele o episódio não teve mais implicações. Já outros como Giordano Bruno, o pai da filosofia moderna, e Joana D’Arc, que afirmava ser uma enviada de Deus para libertar a França e utilizava roupas masculinas, foram mortos pelo Tribunal do Santo Ofício.
Uma lista de livros proibidos foi publicada, o ”Index Librorum Prohibitorum” através da qual diversos livros foram queimados ou proibidos pela Igreja.
O Tribunal era bastante rigoroso quanto à condenação. O réu não tinha direito à saber o porquê e nem por quem havia sido condenado, não tinha direito a defesa e bastavam apenas duas testemunhas como prova.
O pior período da Inquisição foi durante a chamada Inquisição Espanhola (Século XV ao Século XIX). De caráter político, alguns historiadores afirmam que a Inquisição Espanhola foi uma forma que Fernando de Aragão encontrou de perseguir seus opositores, conseguir o poder total sobre os reinos de Castela e Aragão (Espanha) e ainda expulsar os judeus e muçulmanos.

Sarcozy, Israel e a Profecia

Sarkozy diz que israelenses não estão sozinhos frente ao Irã.

"Vocês não estão sozinhos", disse nesta quinta-feira o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que participa da cúpula do G8 em L'Aquila (Itália), ao se referir às preocupações israelenses em relação ao Irã.

O G8 fez um apelo ao Irã nesta quarta-feira para que responda até o fim de setembro à oferta de diálogo da comunidade internacional sobre seu programa nuclear.

"Israel deve saber que não está sozinho e observar tudo isso com calma (...). Eu não lutei tanto em nome da França para falar de Irã (no G8) e para que as coisas sejam claras; eu o fiz também para enviar uma mensagem clara aos israelenses: 'Vocês não estão sozinhos'", declarou Sarkozy.

Além disso, um "ataque unilateral" de Israel contra o Irã seria uma "catástrofe absoluta", advertiu.

O chefe de Estado francês acrescentou que, se os iranianos se recusarem a discutir a questão nuclear, "haverá sanções".

O tema das sanções divide as potências que negociam com o Irã: os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, França, Grã-Bretanha e China) e a Alemanha.

Comentário EE: Notícias como estas só nos fazem reforçar a convicção do iminente cumprimento das profecias relativas ao fim. A quem caberá a iniciativa de apertar o botão nuclear contra o inimigo comum?

Acrescentamos a "ameaça?" que Obama fez, também, ao Irã, na mesma data:

10/07/2009 - 11:10

Obama diz que outras medidas são possíveis sobre Irã

L'AQUILA, Itália (Reuters)
- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que a mensagem do G8 para o Irã é que se a República Islâmica não mudar a postura desafiadora sobre seu programa nuclear até setembro "nós precisaremos tomar novos passos".

"Não iremos apenas esperar indefinidamente", disse Obama em entrevista coletiva no encerramento da cúpula do G8 na Itália.

Ele afirmou, no entanto, que nunca foi objetivo dos líderes do G8 aplicar novas sanções contra Teerã.

Damasco, uma cidade condenada!

O ditador norte-coreano Kin Jong-Il ameaçou, na semana passada, “varrer os Estados Unidos do mapa”. O presidente do Irã, o radical islâmico Mahmoud Ahmadinejad, de forma idêntica tem proclamado sua intenção e desejo de “varrer ISRAEL do mapa”. Juntamente com a Síria - a maior exportadora mundial de terrorismo - esses países compõem o que o ex-presidente americano George W. Bush chamou de “EIXO DO MAL”.

Poucas pessoas acreditam que aqueles líderes sejam capazes de cumprir suas ameaças, que mais parecem bravatas e fanfarronices de fanáticos irresponsáveis. Mas e se o Deus Altíssimo declarar que vai “varrer do mapa” alguma grande cidade alguém pode duvidar? Talvez. Aqueles que O não conhecem, e nem à Sua Palavra Escrita, a Bíblia Sagrada.

Deus não muda (Malaquias 3:6). Ele não pode mentir (Números 23:19). Conhece o fim desde o princípio (Apocalipse 1:8). A Bíblia Sagrada, afirma que Ele não faria coisa alguma sem revelar aos Seus servos, os profetas (Amós 3:7). Pois Ele declara, de maneira clara e enfática: “DAMASCO SERÁ TIRADA, E JÁ NÃO MAIS SERÁ CIDADE, MAS UM MONTÃO DE RUÍNAS” (Isaías 17.1).

Damasco, capital da Síria, é considerada a cidade mais antiga continuamente habitada do mundo. As primeiras referências Bíblicas à cidade são da época do patriarca Abraão. Ela nunca foi subvertida nem por guerras e nem por calamidades naturais. Por esta razão a afirmação bíblica é motivo de sérias reflexões e estudos, considerando-se os importantes acontecimentos que se desenrolam no âmbito da política, da economia, do meio-ambiente e da religião.

Muitas cidades e impérios foram desarraigados e deixaram de existir, fato anunciado com antecedência pela profecia bíblica. Profecia é a história revelada por Deus, antes de acontecer. Nenhuma profecia jamais deixou de ser cumprida. Babilônia, Tiro, Jericó, Jerusalém são cidades de importância capital na história do mundo e que foram completamente destruídas, tendo o seu fim sido anunciado, pelos profetas de Deus. Por esta razão podemos afirmar, sem nenhuma sombra de dúvida, que Damasco será num futuro muito mais próximo que se possa imaginar, completamente arrasada, destruída.

Isto não é sensacionalismo, mas uma grande advertência para todos. Quando ocorrer, seja esse fato como sinal e chamada para os solenes e momentosos acontecimentos que encerrarão a história da humanidade, o desfecho do grande conflito entre o bem e o mal, entre Cristo e Satanás. Algo semelhante ao ocorrido às cidades de Hiroshima e Nagazaki, no Japão certamente sucederá com Damasco, a capital da Síria e provavelmente com Teerã e com a capital norte-coreana. Os ataques serão fulminantes e devastadores, como aponta a profecia:

“Mas os rumores do Oriente e do Norte o espantarão; e sairá com grande furor, para destruir e extirpar a muitos” (Daniel 11:44). No capítulo onze do livro de Daniel a profecia faz uma explanação dos principais acontecimentos havidos na história, até aos dias de hoje, sem deixar nenhuma dúvida ao estudioso atento das Escrituras e da história. “Os rumores do oriente e do norte o espantarão”. Os rumores são as ameaças nucleares por parte dos países antes citados. Os ameaçados são os Estados Unidos que lideram as forças aliadas, hoje representadas pela União Europeia. Junte-se ao fato de que Israel está umbilicalmente ligado à grande nação americana, maior potência mundial e teremos o cadinho onde se revelarão os últimos acontecimentos da história da humanidade, um dos quais é a razão desta matéria.

O Oriente de que trata o texto bíblico não poderia deixar maior evidência de se tratar da Coréia do Norte, no atual contexto das nações e dos acontecimentos que se podem hoje testemunhar. O Norte, na época representado pelo Império Persa que então dominava o mundo, é hoje a região em que estão politicamente distribuídos os territórios da Turquia, Iraque, SÍRIA, IRÃ, Afeganistão e Paquistão. Coincidentemente ou não, os países destacados são hoje os maiores inimigos declarados dos Estados Unidos, Israel e da Comunidade Europeia. A crescente influência do Estado do Vaticano irá redundar, brevemente, no cumprimento simultâneo da profecia a que se refere o capítulo treze do Livro da Revelação, o Apocalipse.

Os líderes do G-8 reuniram-se em L´Aquilla, na Itália, com os representantes dos 20 maiores países emergentes para discutir as crises que assolam o planeta, em todo ramo de atividade . É a nova ordem mundial que surge, liderada que vai ser pelos dois maiores poderes mundiais do fim, o papal e o norte americano.

A propósito, amanhã se encontrarão os dois homens mais poderosos do planeta, Barack Obama e Bento XVI. É o encontro tão ansiosamente aguardado pelo presidente americano, conforme suas próprias palavras. O mundo expectante verá surgir uma nova realidade que irá surpreender a todos. É o início do cumprimento do que está anunciado no Capítulo treze do Livro do Apocalipse. Ai de Damasco, seus dias estão contados.

A verdade sobre as Profecias do Apocalipse

O livro do Apocalipse é o último da Bíblia Sagrada. É um livro profético onde estão contidas as informações dos mais importantes fatos relacionados com os últimos dois milênios, desde os primórdios do cristianismo, até ao final da história da humanidade.


Suas informações são consideradas por quase todos os que pretendem estudá-las, compreender e interpretá-las, como impenetráveis, obscuras e de difícil ou mesmo impossível entendimento.


Não foi esse o propósito de Deus ao dá-las ao homem, por meio de Seu apóstolo. A própria palavra que designa o livro significa REVELAÇÃO. Consideradas as circunstâncias e o período em que foram concedidas, essas predições ou profecias tiveram que ser confiadas ao profeta por meio de símbolos. Não fosse assim, certamente as autoridades que governavam o mundo na ocasião e as que lhes sucederiam desfeririam contra as mesmas seus ataques mortais, com o objetivo de extirpá-las e impedir o objetivo do Revelador.


Isto porque as mais extraordinárias, chocantes e contundentes acusações recaem exatamente sobre essas mesmas autoridades, desnudando-lhes a hipocrisia, a mentira, o embuste, a falsificação da verdade e sobre elas anunciando os juízos terríveis que serão o resultado justo e certo que receberão, a colheita de sua nefasta semeadura.


É impossível compreender as profecias desse livro sem um conhecimento da história da civilização nos dois últimos milênios, principalmente a história de Roma, em sua fase imperial e papal e em especial no seu aspecto político e religioso.


O Apocalipse é nada mais, nada menos, do que a seqüência e, em muitos casos, a reprodução do livro de Daniel que pode, muito apropriadamente ser chamado e considerado como o “Apocalipse do Antigo Testamento”.


A diferença fundamental entre os dois livros proféticos está no fato de que a Daniel foram mostrados quatro impérios de extensão mundial: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Estes impérios foram representados de maneira clara e mesmo com o expresso esclarecimento nominal dos três primeiros, por símbolos de uma estátua e de quatro animais.


No Apocalipse, ao apóstolo João somente um império foi mostrado, o quarto. Isto, pela simples razão de que os três primeiros já pertenciam ao passado, haviam sido sucessivamente conquistados e subvertidos, restando apenas o quarto e último, Roma.


Sua história, desde aquela época até ao fim dos séculos, está admirável e surpreendentemente descrita em seus aspectos mais notáveis e importantes nas predições que o próprio Senhor Jesus nos deixou por meio de Seu profeta, o discípulo amado.


Estaremos transcrevendo, de maneira paulatina e constante, a condensação de uma das maiores obras jamais escritas sobre o assunto. Sua autoria é de um dos maiores pesquisadores e talvez o que mais informações históricas trouxe a lume, mostrando o fiel cumprimento e o mais autêntico relato de todos os fatos que provam a veracidade, inspiração e a fonte de todas as verdades contidas no texto sagrado.


ARACELLI S. MELLO deixou um legado ímpar para aqueles que amam as verdades eternas das Sagradas Escrituras. Certamente que o leitor que se der o privilégio de acompanhar todo o relato de sua obra, que teve o cuidado de comentar com propriedade e provas irrefutáveis – VERSO A VERSO – todo o conteúdo do livro da Revelação sentir-se-á recompensado ao chegar ao seu final.


Então, o Livro do Apocalipse já não será mais um poço insondável e misterioso, mas a cristalina e coerente verdade, a revelação de toda a história do cristianismo, dos dias do cativeiro de João até à volta de Jesus e do fim do mundo, como o Mestre e Salvador ensinou.


O propósito original de Deus de trazer o homem ao primeiro domínio, numa nova terra recriada à perfeição e pureza originais, onde não haverá nem morte, nem pranto e nem dor estão claramente delineadas nas profecias estudadas.


Roma e os Estados Unidos da América são as duas potências que se unirão, tanto no aspecto político e religioso, quanto na ideologia autoritária e conservadora, para deflagrar o último ato da história deste mundo. Os acontecimentos atuais dão testemunho infalível do que está prestes a acontecer. É uma verdade que não pode ser contraditada.

O Cordeiro de Deus

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