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O SÁBADO, NA BÍBLIA SAGRADA

Todas as coisas no universo foram criadas pelo poder da Palavra de Deus: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo Espírito de Sua boca”. “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu”. (Salmos 33:6 e 9). Tudo - repetimos - foi feito pelo poder de Sua Palavra, menos o homem, que foi por Ele moldado e teve em seu nariz insuflado o sopro, ou fôlego, ou espírito de vida, isto é, a própria vida, quando o todo completo, perfeito, acabado, foi chamado por Deus de ALMA VIVENTE.

O Deus Todo-Poderoso certamente tinha em Sua mente infinitamente sábia todos os pormenores da criação em vista. Ao invés de dizer: Haja isto! E haja aquilo e mais aquilo, Ele simplesmente poderia haver dito: Haja tudo, conforme a minha vontade! Mas, não! Ele preferiu criar todas as coisas, cada uma na sua ordem, no período de uma semana. Teria Ele uma razão para isto? Certamente!

A cada dia Ele, satisfeito com Sua obra executada por Sua vontade, transmite-nos repetidamente a Sua mensagem: E viu Deus que era BOM”. Ao fim do sexto dia, entretanto, ao haver concluído toda a obra da criação da vida na terra Ele modificou Seu comentário. Então assim expressa Sua Palavra: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era MUITO BOM: e foi a tarde e manhã o dia sexto” (Gênesis 1:31).

Entretanto ainda faltava algo para que o Senhor desse por concluído o Seu trabalho. E não foi por acaso que Ele assim o fez. Havia uma razão para que ele não tivesse executado toda a Sua obra num único ato, tudo de uma só vez. Eis a explicação límpida, clara, para que Sua estupenda obra ficasse perenemente marcada na memória e no coração de toda a humanidade e para que houvesse um marco, um memorial que comemorasse, semanalmente, por toda a eternidade, a criação e ficasse como lembrança e SINAL de Seu poder criador: “Assim os céus, e a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque descansou de toda a Sua obra, que Deus criara e fizera”. (Gênesis 2:1-3).

Deus criou o sábado com um propósito definido, como um presente para o homem. Seria ele motivo de adoração, louvor e gratidão ao seu Criador, lembrança do grande feito e um dia de descanso. A sua guarda como memorial da criação divina sempre seria uma bênção e proteção contra as investidas do inimigo maior e de suas humanas instrumentalidades, após a sua queda. Se o homem não tivesse se afastado dos conselhos do Pai Celestial nunca teria havido algo como a teoria da evolução, a geração espontânea e um sem número de teorias com que o homem pretende substituir a glória de Deus como supremo criador do universo e de toda a forma de vida nele existente.

Todos os patriarcas guardaram o sábado da criação. A semana é uma herança do Éden. Toda a forma de contagem do tempo tem uma explicação, como o dia, o mês, o ano e as estações, entre outros. Apenas a semana, observada universalmente por todas as eras e por todas as civilizações não tem uma origem lógica, mas apenas a lógica da criação, segundo a Bíblia Sagrada.

Após o pecado, a degradação, a degeneração da espécie e sua destruição pelo dilúvio houve um novo começo com Noé e seus descendentes. Poucas gerações após o dilúvio e a rebelião voltou a manifestar-se, até a grande separação provocada pela mistura das línguas. A promessa de Deus ao primeiro casal feita após o pecado foi repetida a Abraão, a Isaque e a Jacó.

Durante séculos a nação formada pela descendência desses patriarcas, foi mantida na mais vil, abjeta e cruel escravidão no Egito, subjugada pelas tradições, cultura e religião de seus opressores. Mas a promessa do Senhor persistiu e atravessou os séculos, de geração em geração. O fato é que o jugo imposto a toda a multidão dos hebreus não lhes permitia exercer livremente sua religião, cultuar o Seu Deus e observar o que Ele lhes havia prescrito.

Não tinham liberdade de guardar o dia santificado pelo Criador. O jugo lhes era por demais pesado. Não lhes era dado descanso e não fora a intervenção divina, não haveria esperança para esse povo; teria ele sucumbido da sua fé. Por terem durante tanto tempo sido obrigados a trabalhar no dia do Senhor haviam até se esquecido dele.

Afinal, depois de uma seqüência de atos e fatos maravilhosos o povo de Deus foi milagrosamente livrado da sua escravidão, conforme Suas promessas contidas nas Sagradas Escrituras. O reconhecimento da História Universal é concludente, descrevendo em palavras fortes este acontecimento, que não é apenas um fato bíblico, mas, sobretudo um fato histórico. Eis o seu testemunho: “Outras nações tinham os seus deuses, a quem pediam auxílio e proteção, mas o Deus dos Hebreus era o único a fazer promessas a Seu povo. Os judeus foram finalmente libertados da escravidão do Egito por Moisés, uma das mais extraordinárias figuras da História (A História do Homem nos Últimos Dois Milhões de Anos, editado por Seleções do Reader´s Digest, pag. 85).

A grandeza do extraordinário líder foi reconhecida não somente pela História, mas sobretudo pelo Deus Eterno, que o honrou sobremaneira, chamando-o de “o homem mais manso da terra” (Números 12:3).

Existem provas inequívocas na Bíblia de que o sábado era guardado antes do Sinai. E, quando o próprio Deus escreveu, Ele mesmo, com letras de fogo em tábuas de pedra a Sua eterna Lei Moral, assim gravou Ele o quarto mandamento: “LEMBRA-TE do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado DO SENHOR TEU DEUS: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. PORQUE EM SEIS DIAS FEZ O SENHOR OS CÉUS, E A TERRA, O MAR, E TUDO QUE NELES HÁ, E AO SÉTIMO DIA DESCANSOU: portanto ABENÇOOU O SENHOR O DIA DO SÁBADO E O SANTIFICOU” (Êxodo 20:8-11).

O texto sagrado inicia-se com a palavra LEMBRA-TE, porque os séculos de escravidão no Egito fizeram com que dele quase se esquecessem completamente. O Senhor repete, nesse mandamento, as palavras e a razão proferidas no ÉDEN, quando descansando de Sua obra, abençoou e santificou o sétimo dia: “Porque em seis dias FEZ O SENHOR OS CÉUS, E A TERRA, O MAR E TUDO QUE NELES HÁ” (Gênesis 20:11).

Ainda há outra razão para a palavra LEMBRA-TE, mas que é destinada aos cristãos nos dias atuais. Deus conhece o ódio de Satanás por Sua Lei e especialmente pelo Seu sábado, que é um testemunho eterno do Seu poder criador. Antevendo no futuro as tentativas do inimigo em subverter essa Lei Ele mostrou o poder por meio do qual ele atacaria e obteria êxito parcial em seu intento, por meio de Roma, fazendo com que quase todo o cristianismo se esquecesse do sagrado e eterno mandamento. Por esta razão é que está escrito: “E cuidará em mudar os tempos e a Lei” (Daniel 7:25). A palavra CUIDARÁ denota o seu desejo, o seu intento em mudar a Lei e não a sua mudança absoluta, porque o Grande Legislador jamais o permitiria, tendo sempre um povo que manteria viva a chama do Evangelho Eterno e a guarda e o cuidado de Sua santa Lei.

Mesmo na mais acérrima perseguição e mais intensa opressão do período medieval, quando os que eram flagrados guardando o sábado eram condenados à fogueira como “judaizantes”, pela Santa, ou melhor, diabólica Inquisição, Deus tinha as suas fiéis testemunhas na Etiópia, na África, e nas montanhas do Piemonte, entre os Valdenses e Albigenses, dentre outros povos fiéis ao Eterno Evangelho.

No futuro próximo este dia sagrado será restaurado a seu devido lugar. As mensagens angélicas do livro do Apocalipse não deixam dúvidas: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o EVANGELHO ETERNO, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e daí-Lhe glória, pois vinda é a hora do Seu juízo. E ADORAI AQUELE QUE FEZ O CÉU E A TERRA, E O MAR, E AS FONTES DAS ÁGUAS” (Apocalipse 14:6 e 7). E Ele identifica o anjo, ou o mensageiro, ou o povo que daria esta mensagem: “Aqui está a paciência dos santos: AQUI ESTÃO OS QUE GUARDAM OS MANDAMENTOS DE DEUS E A FÉ EM JESUS (Apocalipse 14:12).

Note-se a identidade da mensagem Angélica, com o mandamento do sábado e com a mensagem proferida no Éden, em que o Criador reivindica a Sua glória como Criador de todas as coisas, circunstância somente existente no mandamento do sábado do sétimo dia.

O sábado foi guardado pelo verdadeiro povo de Deus, não apenas no Éden, pelos patriarcas e profetas, por Jesus e os apóstolos, mas pela “igreja do deserto”, perseguida pela sanha papal durante 1.260 anos, mas afinal vitoriosa, mesmo com o sangue derramado por milhões de santos do Altíssimo, chamados “hereges” pelo maior de todos os hereges, comandado por Satanás e assentado em seu trono em Roma.

Os não judeus eram chamados estrangeiros ou gentios. O próprio Deus estabelecera privilégios a eles, iguais aos que eram concedidos aos idosos, aos órfãos e às viúvas, porque “Deus não faz acepção de pessoas, mas que lhe é agradável todo aquele que, em qualquer nação O teme e obra o que é justo” (Atos 10:34 e 35).

O povo Hebreu deveria ter sido uma luz para o mundo. Entretanto, os privilégios a eles concedidos do conhecimento das verdades de Deus que deveriam transmitir às nações foram por eles esquecidos e pervertidos. Julgando-se superiores erigiram em redor de si um muro de preconceito e de desprezo aos estrangeiros, a quem deveriam beneficiar.


Mas Deus fizera provisão para estes e prometeu explícita e claramente, olhando para o futuro distante, para os dias da restauração das verdades do Evangelho Eterno, uma bênção especial sobre os que participarem desse movimento. Eis o que diz a Sua Palavra: ”Assim diz o SENHOR: Guardai o juízo, e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, para se manifestar. Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de fazer algum mal. E não fale o filho do estrangeiro, que se houver unido ao SENHOR, dizendo: Certamente o SENHOR me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo em que eu me agrado, e abraçam a minha aliança: Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará. E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao SENHOR, para o servirem, e para amarem o nome do SENHOR, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração... porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. (Isaías 56:1-7).


Ao mencionar os filhos dos estrangeiros, Deus Se referia àqueles que no futuro, isto é, hoje, a Ele se uniriam no propósito de reparar as brechas feitas em Sua Lei Eterna, como está escrito: “E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar. Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras, então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse”. (Isaías 58:12-14).

O SINAL DE DEUS E A MARCA DA BESTA - Parte VII (O Vinho da Sua Prostituição)


- A grande prostituta tinha em sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; que são essas abominações? As mudanças que pretendeu fazer no Evangelho Eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Grande Deus. Arrogando-se todo o poder no céu e na terra pretendeu assentar-se no trono de Deus, querendo parecer Deus. Eis algumas das abominações que constituem o vinho de sua prostituição:

1. Começo da exaltação de Maria, a quem foi atribuído o título de “Mãe de Deus” no Concílio de Éfeso, em 431; posteriormente reconhecida como co-redentora e concebida sem pecado original;


2. A doutrina do purgatório, estabelecida pelo papa Gregório I, Magno, em 593 e que depois foi proclamada como dogma pelo Concílio de Florença, em 1439, com a finalidade de arrecadar dinheiro com a venda das indulgências;


3. Orações dirigidas a Maria, aos mortos e aos anjos, no ano 600, pelo mesmo papa;


4. Imposição do latim como idioma obrigatório nas celebrações de cultos e orações, no mesmo ano e pelo mesmo papa;


5. Imposição do costume de se beijar os pés dos papas, estabelecido pelo papa Constantino, no ano de 709. O imperador Justiniano II participou desse costume, ajoelhando-se em adoração aos pés do papa;


6. Culto às imagens, à cruz e às relíquias, estabelecido pelo Concílio de Nicéia, em 787, reunido pela imperatriz Irene e presidido pelos legados romanos, sob os auspícios do papa Adriano I;


7. Canonização, pela primeira vez, dos santos mortos, pelo papa João XV; Esse papa (985-996), em 993, realizou a primeira canonização formal. O primeiro santo canonizado foi Santo Ulrico, Bispo de Augsburgo (Baviera).


8. A aceitação e ensino do dogma pagão da imortalidade da alma, origem da diabólica doutrina do inferno eterno, e do purgatório, causa para a implantação das indulgências, canonização dos santos e célula-mater do espiritismo;


9. A instituição da adoração de imagens, a idolatria explícita, arrancando da Lei de Deus o segundo mandamento que proíbe expressamente a feitura de imagens de escultura com o objetivo de prestar-lhes qualquer serviço de culto, veneração ou adoração (Êxodo 20:4 e 5);


10. As mudanças na Lei de Deus, inclusive do dia de guarda estabelecido por Deus, do sábado do sétimo dia para o domingo do primeiro dia da semana;


11. A Infalibilidade papal e da igreja que dirige;


12. O Poder para perdoar pecados e condenar pessoas ao inferno, pela excomunhão;


13. A autoridade e poder de “canonizar” pessoas, tornando-as santas e dignas de receber veneração, com poderes divinos de operar milagres, e de estar em vários lugares ao mesmo tempo;


14. A elevação da “tradição” à mesma autoridade e valor das Sagradas Escrituras;


15. A afirmação de ser o único intermediário entre o homem e Deus, na terra;


16. A celebração da “santa” missa, onde contrariando as Escrituras Jesus é novamente morto todos os dias e a absurda pretensão da eucaristia e da “transubstanciação”, quando pelo poder do sacerdote a hóstia é literalmente transformada no corpo real de Jesus.


Estas são apenas algumas das absurdas pretensões desse poder tirânico, espúrio e satânico, que dominou as consciências, restringiu todas as formas de liberdade e dominou absoluto por mais de doze séculos, unindo o poder civil ao religioso, domínio este que voltará a exercer, no futuro próximo.


Por mais absurda e improvável que possa parecer essa ideia é o que acontecerá, segundo as profecias que não podem mentir. Com o apoio e patrocínio dos Estados Unidos da América e das principais nações do mundo, especialmente as que compõem a União Européia o mundo verá ressurgir os horrores da inquisição.


A reforma protestante do século XVI abalou esse poder e centenas de milhares, mesmo milhões de pessoas abandonaram essa igreja, não abandonando, desafortunadamente, TODAS as formas de heresias e mudanças no Evangelho Eterno promovidas por esse poder bestial.


As igrejas que se formaram a partir da separação continuaram a adotar grande parte das suas práticas contrárias à fé e até hoje as mantêm, razão por que estas igrejas são chamadas pelo livro da Revelação de “Filhas da Grande Meretriz” (Apocalipse 17:5). O capítulo 17 descreve a grande meretriz. O versículo 5 diz expressamente:BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”.


Quando as Santas Escrituras mencionam Roma como a Grande Prostituta ou Meretriz elas acrescentam ser ela a MÃE das meretrizes e das abominações da terra. Isto significa, sem nenhuma dúvida, que a mãe tem filhas. Quais ou quem são estas filhas? A resposta, embora chocante, não deixa dúvidas e está revelada na própria História.


As igrejas foram se multiplicando, denominações as mais diversas sendo criadas, não se passando um único dia sem que apareçam novas instituições autodenominadas evangélicas, constituindo milhares de denominações diferentes, atualmente. Apesar de não estarem submetidas administrativa ou hierarquicamente à Igreja de Roma, seguem e obedecem, por ignorância ou por interesse, às doutrinas que aquela igreja pecaminosamente modificou do Evangelho Eterno, ensinadas pelas Escrituras.


Não aceitando a adoração ou veneração de Maria e dos santos e das imagens que os representam e de uma ou outra doutrina, como o batismo de crianças, seguem, entretanto, todas as principais heresias que fazem parte dos cânones católico-romanos.


A imortalidade da alma, o inferno eterno, a mudança da Lei de Deus e tantas outras doutrinas patrocinadas pela besta romana são docilmente acatadas e ensinadas por estas igrejas e por isto a Palavra de Deus as cataloga e nomina como as FILHAS da BABILÔNIA-MÃE.


Mas Deus tem multidões de filhos sinceros no seio destas igrejas. É por isto que brevemente se ouvirá um alto clamor, quando Deus, referindo-se à Babilônia mística representada pela igreja de Roma e as que a seguem em seu erro, fará o último e maior apelos a estes filhos sinceros que O servem e adoram, porém sem entendimento: “SÁI DELA POVO MEU, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:4).

O Sinal de Deus e a Marca da Besta - Parte III


O SIGNIFICADO DA PALAVRA "BESTA"


Nos vários textos bíblicos em que são citados, animais simbólicos não existentes na fauna universal representam grandes reinos ou impérios, sempre com domínio ou influência mundiais e - é importante ressaltar - detentores do poder absoluto, tanto o poder civil e político, quanto o poder religioso. Tais animais, designados como bestas-feras, feras ou simplesmente bestas ganham importância marcante nos livros proféticos de Daniel, no Antigo Testamento e no livro do Apocalipse, no Novo.

Por meio de sonhos e visões foram anunciados a Daniel os acontecimentos futuros da humanidade, desde os seus dias até à volta de Jesus e o estabelecimento do Seu reino eterno.

Antes de ser manifestado o futuro por meio dos animais simbólicos Deus já o havia revelado, no capítulo dois do livro de Daniel, por meio de uma estátua representando quatro impérios mundiais. O primeiro, então dominante era Babilônia, citada nominalmente na profecia bíblica e representada pela cabeça de ouro da estátua. Três outros impérios o seguiriam, dando-se destaque ao último, que duraria até ao fim da nossa história, quando será destruído pelo estabelecimento do último reino da terra, o reino de Deus.

Este quarto império é Roma, representado pelas pernas de ferro da estátua e pelos dedos em parte de ferro e parte de barro. Os dedos da estátua são os dez povos que deram origem à Europa, após a queda política do império romano.

Na visão do capítulo sétimo foram mostrados a Daniel os quatro animais simbólicos, representativos dos quatro reinos citados. O Primeiro era como um leão e tinha asas de águia; o segundo semelhante a um urso, levantado de um lado, tendo entre os dentes três costelas; o terceiro semelhante a um leopardo, com quatro asas nas costas e quatro cabeças. Finalmente, o quarto animal, terrível e espantoso, com dentes de ferro e dez chifres.

Dentre estes dez chifres subiu outro chifre pequeno que destruiu três dos dez chifres mencionados. Na seqüência serão identificados os impérios representados pelas bestas, pois elas, segundo a mesma Palavra de Deus “são quatro reis (ou reinos) que se levantarão da terra”. (Daniel 7:17).

No capítulo oitavo são mostrados e revelados a Daniel a identidade do segundo e terceiro reinos, também simbolizados por animais estranhos ou “bestas”. Quando Daniel recebeu esta visão o império babilônico já havia sido subvertido, conquistado pelos medos e persas, comandados por Dario e Ciro, respectivamente.

O primeiro animal ora referido era semelhante a um carneiro com dois chifres, sendo que um chifre era maior do que o outro, assim como o urso levantado de um lado significava ser um maior do que o outro. Ambos simbolizavam o mesmo império Medo-persa.

O animal ou besta que se seguiu era semelhante a um bode, com um notável chifre entre os olhos, que destruiu o carneiro medo-persa. Eis a revelação da própria Bíblia Sagrada: “Este carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia; Mas o bode peludo é o Rei da Grécia; e o chifre grande que tinha entre os olhos é o rei primeiro”. (Daniel 8:20 e 21).

É mencionado que o bode se engrandeceu em grande maneira; mas “estando em sua maior força aquele grande chifre foi quebrado...” (Daniel 8:8). Ora, nada mais claro, confirmado plenamente pela História Universal.

O império Babilônico foi conquistado pelos medos e persas no ano 539 a.C. Por sua vez, o império medo-persa foi conquistado em 331 a.C. pelos gregos, liderados por seu líder maior, Alexandre o Grande. Ele, o extraordinário líder, guerreiro e estadista é o chifre que foi quebrado na sua maior força, representado por sua morte súbita e prematura, quando tinha pouco mais de 33 anos de idade. O Reino da Grécia teve domínio até o ano 168 a.C.

Assim, a própria Palavra de Deus cita nominalmente três dos quatro reinos ou bestas mencionados na profecia de Daniel:

O primeiro, O império de Babilônia, a cabeça de ouro da estátua (Daniel 2:38) e o leão com asas de águia (Daniel 7:4).

O segundo, o império da Média e da Pérsia, o peito e os braços de prata da estátua (Daniel 2:32 e 39) o urso com três costelas entre os dentes (Daniel 7:5) e o carneiro com dois chifres (Daniel 8:3 e 20).

O terceiro, o império da Grécia, o ventre e as coxas de cobre da estátua (Daniel 2:32), o leopardo com quatro asas nas costas e quatro cabeças (Daniel 7:6) e o bode peludo com um grande chifre entre os olhos (Daniel 8:5 e 21).

O quarto e último império será considerado à parte, a seguir, pois é sobre ele que as profecias apontam, nomeando-o como o último império mundial da história da humanidade, referido no livro de Daniel, repetido no livro do Apocalipse, o qual lhe acrescenta outro tipo de poder, terrível e espantoso que se lhe aliará, no último combate contra o Deus Altíssimo e as Suas fiéis testemunhas.

As palavras de Daniel são aterradoras ao se referirem ao quarto Reino, na visão da estátua: E o quarto reino será forte como ferro; pois como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as cousas, ele esmiuçará e quebrantará” (Daniel 2:40). Falando sobre o mesmo império ou poder assim ele o descreve: “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez pontas”. (Daniel 7:7).

Deste quarto reino é que sairia o poder papal, representado por um chifre ou uma ponta pequena, que antes de assumir o pleno poder em todo o mundo teve que eliminar os três reinos bárbaros arianos – Hérulos, Vândalos e Ostrogodos - que o impediam de ascender ao domínio mundial, que exerceu durante 1260 anos. Assim o profeta já o descrevia, no verso seguinte: “Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas; e eis que nesta ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente” (palavras de blasfêmia contra o Todo-Poderoso Deus, como será mostrado adiante).

Continua na parte IV...

O Sinal de Deus e a Marca da Besta - Parte II


O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS SELO, SINAL E MARCA

As palavras que representam e indicam o prenúncio do fim e de que lado as pessoas estarão no grande conflito final prestes a abater-se sobre a humanidade são sinônimas, praticamente idênticas, diferenciando-se semanticamente apenas na letra.

O Novo Dicionário Aurélio da Língua portuguesa, 3ª. Edição revista e atualizada assim as define, resumidamente:

SELO: sinal, cunho distintivo, marca.

MARCA: Sinal que se faz num objeto para reconhecê-lo.

SINAL: Símbolo, indício, marca.

A palavra SELO, no contexto e na época em que o profeta recebeu as revelações do livro do Apocalipse tinha um significado e conotações diferentes dos que normalmente são conhecidos e entendidos nos dias modernos.

Hoje esta palavra está praticamente adstrita ou resumida ao seu significado filatélico, ou seja, quando se fala nela imediatamente vem à mente a lembrança de correios, carta, comunicação postal.

Pelo costume e pela legislação hoje em vigor é necessário que se pague pelo envio de uma correspondência e este pagamento se dá através da compra de selos de valores diversos que, depois de utilizados deixam de ter valor, a não ser para colecionadores que se dedicam a este tipo de “hobby”, ou “mania”, como tantos outros hoje em moda.

No passado os governantes, reis, príncipes e imperadores principalmente, tinham os seus brasões, bandeiras e sinetes, como hoje as nações ainda têm os seus símbolos nacionais. Os sinetes serviam para dar autenticidade a uma lei ou decreto promulgado pela autoridade que os emitia, e eram usados em uma espécie de anel que o seu possuidor como que “carimbava” o documento, depois de marcá-lo com uma espécie de cera ou tinta, tornando-se o mesmo símbolo de sua validade e autoridade.

Hoje, com o sistema democrático vigente na maior parte do planeta e a limitação do poder de governar, praticamente deixaram de existir estes símbolos do poder. Em seu lugar os governantes e autoridades em qualquer esfera utilizam-se dos carimbos, geralmente artefatos de madeira, metal e borracha, que têm a mesma finalidade que tinham aqueles sinetes. E mesmo os regimes totalitários têm o mesmo procedimento.

Em todos os casos o sinete ou selo, antigamente, ou o carimbo, nos dias atuais deveriam e devem conter, no mínimo três características indispensáveis para a identificação da autoridade responsável por sua aposição:

- O NOME da autoridade que o emitiu ou assinou. Exemplos: Nome – Tibério César; ou Luiz Inácio Lula da Silva.

2º - O CARGO ou função dessa mesma autoridade. Exemplos: Cargo – Imperador; ou Presidente.

- A JURISDIÇÃO ou domínio que esteja sujeita a essa autoridade. Exemplos: Império Romano; ou República Federativa do Brasil.

Assim, ao assinar uma lei ou um documento oficial o mandatário maior dos Estados Unidos da América - hoje - aporia sua assinatura em um papel carimbado com as seguintes características: Barack Hussein Obama - Presidente – Estados Unidos da América.

O chefe de Estado do Vaticano, conhecido por papa e mandatário absoluto da Igreja Católica Apostólica Romana assim assina os seus decretos pontifícios, seus atos e fatos administrativos e suas decisões canônicas, com força de lei: Bento XVI – Papa (Bispo de Roma) – Igreja Católica Apostólica Romana.

E o Deus Altíssimo, o Rei do Universo, como assinaria ou "selaria" a Sua Lei? Certamente da forma estabelecida em Sua Palavra, ou seja:

Seu nome: O SENHOR.

Seu cargo: CRIADOR.

Seu domínio e jurisdição de Sua autoridade: OS CÉUS, E A TERRA, O MAR E TUDO QUE NELES HÁ.


Existe em Sua Lei estas características existentes em todas as leis de cunho humano, esclarecedoras da autoridade que assina, promulga ou “sela” qualquer lei ou decreto? Esta pergunta está corretamente respondida pela própria Palavra de Deus, de maneira que não se pode contestar, comentada na seqüência deste assunto.


Continua na parte III...


O Sinal de Deus e a Marca da Besta - Parte I


INTRODUÇÃO

O que é o sinal ou selo de Deus e a marca da Besta? Qual o significado da palavra besta? Este talvez seja o principal assunto de que trata o livro da revelação, o apocalipse, relativamente ao futuro próximo, imediato, que irá desencadear as mais profundas alterações nos relacionamentos humanos, cujos alicerces já estão profundamente fincados e que irão assombrar o mundo. Nunca a profecia divina falhou. Acompanhe com espírito crítico nossa explanação e verifique a sua autenticidade e veracidade.

O objetivo maior deste trabalho é esclarecer de maneira convincente e isenta os bastidores e a eclosão da maior crise da história humana e a maior controvérsia de todos os séculos: a cristalina, repetida, completa e perfeita identificação do real e verdadeiro significado desse tema e quais serão as pessoas que estarão sujeitas a ser assinaladas ou com o selo de Deus ou com o sinal da Besta. O último livro da Bíblia Sagrada manifesta de forma impressionante as características daqueles que estarão do lado de Deus ou de Satanás na última grande batalha da história da humanidade.

Incontáveis multidões estarão sendo conduzidas pelo inimigo de Deus e pai da mentira para um combate inglório contra o Senhor dos Exércitos e suas fiéis testemunhas, num caminho sem volta rumo à perdição, a menos que despertem a tempo para as verdades reveladas para o tempo do fim.

Ninguém ficará neutro na última grande crise da humanidade. Somente existirão dois caminhos: o do bem e o do mal; o de Jesus Cristo e o de Satanás. Muitos poderão imaginar-se indiferentes diante da grande crise, mas para estes é oportuna a categórica afirmação do Salvador: Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. (Mateus 12:30).

Não haverá a possibilidade de alguém se posicionar “em cima do muro”, conforme se costuma dizer das pessoas que não se decidem por um lado de qualquer questão. Conforme veremos adiante a neutralidade, neste caso, significa oposição.

Ao longo de cerca de seis milênios da história do homem na terra, desde a sua criação, ficou patenteado aos olhos de todo o universo, de todas as criaturas inteligentes criadas por Deus, os resultados do pecado, da desobediência aos Seus mandamentos sagrados, da transgressão desenfreada testemunhada em nossos dias.

Chegamos ao tempo do fim, predito nas Escrituras. O próprio Criador afirmou, referindo-se à época em que vivemos: “A terra pranteia e se murcha...na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna.” (Isaías 24:4 e 5).

Todos os sinais preditos por Jesus que antecederiam Sua volta estão cumpridos. Quando Seus discípulos Lhe perguntaram diretamente: “Dize-nos quando serão estas coisas, e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo?” (Mateus 24:3), esta foi sua resposta clara, direta e enfática:

“E Jesus, respondendo disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai não vos assusteis, pois é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio das dores....E por se multiplicar a iniqüidade o amor de quase todos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, E ENTÃO VIRÁ O FIM. (Mateus 24:4-14).

Alguém poderia apropriadamente dizer: Estas coisas sempre aconteceram. Terremotos, desastres na natureza, inundações, pestes, fomes, guerras e outros sinais apontados por Jesus sempre foram comuns na história da humanidade. Mas comparem-se todos os acontecimentos mencionados em todos os séculos da história conhecida com os acontecimentos do último século!

Duas guerras mundiais, incontáveis conflitos regionais, o cancro do terrorismo, o aparecimento de moléstias incuráveis, pandemias, desastres ecológicos provocados pelo aquecimento global e o efeito-estufa, a exploração da fé e da credulidade por pessoas e instituições inescrupulosas, que pregam as curas milagrosas, a teologia da prosperidade, ou seja, ensinam a prosperidade material e se esquecem de pregar o arrependimento dos pecados, o novo nascimento pela decidida renúncia do mal, a verdadeira conversão, e o anúncio do reino vindouro de Jesus, a Sua breve volta a este mundo, cumprimento da maior de todas as promessas do Deus Altíssimo.

O apóstolo Paulo prenunciou para os nossos dias: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto”. (Romanos 8:22).

O mesmo apóstolo previu a extrema corrupção dos últimos dias: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo a aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te”. (II Timóteo 3:1-5).

Todos os sinais que antecederiam a volta de Jesus, anunciados na Bíblia, estão cumpridos, com exceção de três: A pregação final do Evangelho Eterno, anunciado por Ele mesmo e por João no livro de Apocalipse, o assinalamento de todas as pessoas que estiverem vivas em todo o mundo, quando nessa separação uns receberão o selo de Deus e outros o sinal, ou a marca da besta e o fechamento da porta da graça e o consequente derramamento das últimas sete pragas.

Continua na parte II...

O SINAL DE DEUS...Segunda parte

O SIGNIFICADO DA PALAVRA "BESTA" -

Nos vários textos bíblicos em que são citados, animais simbólicos não existentes na fauna universal representam grandes reinos ou impérios, quase sempre com domínio ou influência mundiais. Tais animais, designados como bestas-feras, feras ou simplesmente bestas ganham importância marcante nos livros proféticos de Daniel, no Antigo Testamento e no livro do Apocalipse, no Novo.


Por meio de sonhos e visões foram anunciados a Daniel os acontecimentos futuros da humanidade, desde os seus dias até à volta de Jesus e o estabelecimento do Seu reino eterno.


Antes de ser manifestado o futuro por meio dos animais simbólicos Deus já o havia revelado, no capítulo dois do livro de Daniel, por meio de uma estátua representando quatro impérios mundiais. O primeiro, então dominante era Babilônia, citada nominalmente na profecia bíblica e representada pela cabeça de ouro da estátua. Três outros impérios o seguiriam, dando-se destaque ao último, que duraria até ao fim, quando será destruído pelo estabelecimento do último reino da terra, o reino de Deus.


Este quarto império é Roma, representado pelas pernas de ferro da estátua e pelos dedos em parte de ferro e parte de barro. Os dedos da estátua são os dez povos que deram origem à Europa, após a queda política do império romano.


Na visão do capítulo sétimo foram mostrados a Daniel os quatro animais simbólicos, representativos dos quatro reinos citados. O Primeiro era como um leão e tinha asas de águia; o segundo semelhante a um urso, levantado de um lado, tendo entre os dentes três costelas; o terceiro semelhante a um leopardo, com quatro asas nas costas e quatro cabeças. Finalmente, o quarto animal, terrível e espantoso, com dentes de ferro e dez chifres.

Dentre estes dez chifres subiu um outro chifre pequeno que destruiu três dos dez chifres mencionados. Na seqüência serão identificados os impérios representados pelas bestas, pois elas, segundo a mesma Palavra de Deus “são quatro reis (ou reinos) que se levantarão da terra”. (Daniel 7:17).


No capítulo oitavo são mostrados e revelados a Daniel a identidade do segundo e terceiro reinos, também simbolizados por animais estranhos ou “bestas”. Quando Daniel recebeu esta visão o império babilônico já havia sido subvertido, conquistado pelos medos e persas, chefiados por Dario e Ciro, respectivamente.


O primeiro animal ora referido era semelhante a um carneiro com dois chifres, sendo que um chifre era maior do que o outro, assim como o urso levantado de um lado significava ser um maior do que o outro. Ambos simbolizavam o mesmo império Medo-persa.


O animal ou besta que se seguiu era semelhante a um bode, com um notável chifre entre os olhos, que destruiu o carneiro medo-persa. Eis a revelação da própria Bíblia Sagrada: “Este carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia; Mas o bode peludo é o Rei da Grécia; e o chifre grande que tinha entre os olhos é o rei primeiro”. (Daniel 8:20 e 21).


É mencionado que o bode se engrandeceu em grande maneira; mas “estando em sua maior força aquele grande chifre foi quebrado...” (Daniel 8:8). Ora, nada mais claro, confirmado plenamente pela História Universal.


O império Babilônico foi conquistado pelos medos e persas no ano 539 a.C. Por sua vez, o império medo-persa foi conquistado em 331 a.C. pelos gregos, liderados por seu líder maior, Alexandre o Grande. Ele, o extraordinário líder, guerreiro e estadista é o chifre que foi quebrado na sua maior força, representado por sua morte súbita e prematura, quando tinha pouco mais de 33 anos de idade. O Reino da Grécia teve domínio até o ano 168 a.C.


Assim, a própria Palavra de Deus cita nominalmente três dos quatro reinos ou bestas mencionados na profecia de Daniel:


O primeiro, O império de Babilônia, a cabeça de ouro da estátua (Daniel 2:38) e o leão com asas de águia (Daniel 7:4).


O segundo, o império da Média e da Pérsia, o peito e os braços de prata da estátua (Daniel 2:32 e 39) o urso com três costelas entre os dentes (Daniel 7:5) e o carneiro com dois chifres (Daniel 8:3 e 20).


O terceiro, o império da Grécia, o ventre e as coxas de cobre da estátua (Daniel 32), o leopardo com quatro asas nas costas e quatro cabeças (Daniel 7:6) e o bode peludo com um grande chifre entre os olhos (Daniel 8:5 e 21).


O quarto e último império será considerado à parte, a seguir, pois é sobre ele que as profecias apontam, nomeando-o como o último império mundial da história da humanidade, referido no livro de Daniel, repetido no livro do Apocalipse, o qual lhe acrescenta outro império que se lhe aliará, no último combate contra o Deus Altíssimo e as Suas fiéis testemunhas.


ROMA, A BESTA QUE SUBIU DO MAR


“E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia” (Apocalipse 13:1).


Inquestionavelmente cumprida a profecia, a História mostrou ser Roma o quarto império descrito no livro de Daniel. Mais de 600 anos depois outro profeta foi levantado por Deus para falar sobre o mesmo assunto. João, apóstolo de Jesus e conhecido por “O Discípulo Amado”, já no fim de sua vida recebeu diretamente do Salvador as revelações sobre a história do cristianismo e os últimos acontecimentos que haveria e haverão de sobrevir ao nosso mundo.


Exilado na inóspita ilha de Patmos transcreveu estas revelações para aquele que se tornou o último livro da Bíblia Sagrada, conhecido por O Livro da Revelação ou O Apocalipse de São João. A palavra “apocalipse” deriva de dois vocábulos gregos que significam, literalmente, OCULTAMENTO E REVELAÇÃO, ou seja, o que para muitos é um emaranhado de mistérios, para outros é a revelação de Deus, preparando-os para o futuro.


É como foi manifestado por Daniel: “...e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão” (Daniel 12:10). O início do livro atesta isto: “REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar AOS SEUS SERVOS as coisas que brevemente devem acontecer...” (Apocalipse 1:1). Portanto, somente aqueles que buscarem a verdade como a um tesouro escondido é que a encontrarão e entenderão os segredos de Deus.


Roma teve até hoje sete formas de governo, que a profecia sagrada chama de “cabeças” (Apocalipse 13:1). Em todas as suas fases estas são as suas formas de governo: a realeza (753 a.C.), o consulado (510 a.C.), a ditadura (500 a.C.), os tribunos (493 a.C.), o decenvirato (450 a.C.), o império (30 a.C.) e o papado (538 d.C.). É necessário ressaltar a lembrança de que tudo isto são fatos históricos e que não podem ser ignorados ou esquecidos.


O triunvirato, que poderia ser citado também como uma forma de governo, não o foi, como diz o registro histórico: “O Triunvirato, que data o primeiro do ano 60 a. C., não foi uma forma legal de governo; foi tão-somente um arranjo particular pelo qual Pompeu, Crasso e Júlio César concordaram em chamar a si a administração, derrubando a supremacia do senado”(LIMA, Oliveira, Histó­ria da Civilização, p. 127).


O domínio universal de Roma teve início quando derrotou definitivamente os gregos na histórica batalha de Pidna, no ano de 168 a.C. Daniel citou quatro impérios mundiais, através dos símbolos já ilustrados, a partir de quando começou a escrever sua profecia. João se referiu apenas ao último. Quando João escreveu o Apocalipse os três primeiros impérios já haviam passado, sido subvertidos, virado História. Ele já vivia nos tempos do quarto império mundial, o animal, “terrível e espantoso” e que tinha “dez chifres” ou cornos, ou pontas (Daniel 7:7), a mesma besta que João viu, “que tinha sete cabeças e dez chifres (Apocalipse 13:1).


ROMA, A GRANDE BABILÔNIA


Ao explicar o sentido de suas palavras João não deixa nenhuma dúvida sobre qual poder está falando. Ele representa politicamente como um animal, uma besta, este poder. Mas ao representar o mesmo poder de um ângulo religioso ele o representa como uma mulher, na realidade, uma prostituta, símbolo de uma igreja apóstata e idólatra. Ele se refere à última forma de governo do império romano, o governo papal, assentado sobre o poder herdado do império romano.


João afirma: “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre MUITAS ÁGUAS; com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição. E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; e na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra” (Apocalipse 17:1-5).


Como não poderia deixar de ser a visão assombrou o apóstolo e profeta de Deus. Ele continua: “E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração. E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres” (Apocalipse 17:6 e 7).


Para arrematar esta questão ele ainda afirma: “Aqui há sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis (ou formas de governo, do grego basileos): cinco já caíram, e um existe; outro, ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição” (Apocalipse 17:9-11). Aparentemente o texto parece um enigma insolúvel, mas Deus não deu mistérios indecifráveis, aos seus servos, mas uma revelação.


Que ele está se referindo a Roma, não há dúvida. A besta romana é o quarto animal da profecia de Daniel 7 e de Apocalipse 13. Na época em que ele escrevia e disse haver sentido e sabedoria, qual era a forma de governo que se assentava no poder em Roma, a besta? A resposta é clara: O império, cujo governante era, na época, o cruel, monstruoso e sanguinário imperador Cláudio César Nero.


Cinco autoridades ou formas de governo já haviam caído em sua época, ele afirmou. Foram os REIS (primeira); os CÔNSULES (segunda); os DITADORES (terceira); os TRIBUNOS (quarta) e os DECÊNVIROS (quinta). Um existe: OS IMPERADORES (sexta). Outro ainda não é vindo, OS PAPAS (sétima). Aqui é que o apóstolo clama pela sabedoria e entendimento dos destinatários da sagrada mensagem. Quando ele afirma que “outro” não é vindo ele continua: “E, quando vier, convém que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição”. (Versos 10 e 11).


Os sete montes a que ele se refere são pontos turísticos da cidade de Roma, mundialmente famosos e constantes dos compêndios escolares e das agências de turismo no mundo todo: são os montes Aventino, Palatino, Viminal, Quirinal, Esquilino, Capitolino e Ceólio.


João afirma categoricamente e de maneira direta: “A mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra”. (Apocalipse 17:18). Ora, qual a cidade que dominava o mundo e reinava sobre todos os reis da terra quando, por volta do ano 100 da era cristã ele vivia e escreveu esta profecia? A resposta não deixa nenhuma dúvida: ROMA!. E para não pairar nenhuma dúvida sobre a besta que subiu do mar, a Palavra de Deus esclarece, tratando do assunto: “As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas (Verso 15).




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