A ciência admite que a Terra evoluiu geologicamente, em um ciclo repetitivo de deposição e erosão. Segundo ela, as rochas também podem revelar a história da evolução biológica, através de fósseis de organismos cujos corpos ficaram preservados. É através do estudo desses fósseis que a ciência estabelece a idade de cada um, estabelecendo critérios para sua aferição. É, portanto, uma questão importantíssima a que trata dos sistemas de medição ou datação desses espécimes. É uma questão absolutamente fora de dúvida, para a ciência, que as condições ambientais têm que permanecer constantes, para que esta medição, por qualquer sistema, possa ser correta.

Eis uma testemunha insuspeita: Uma camada uniforme de sedimentos revela que as condições ambientais permaneceram constantes, na época em que esses sedimentos estavam sendo depositados; mudanças de condições podem alterá-los. Quando os sedimentos sobem à superfície, talvez sofram erosão. Se as novas camadas sedimentares afundarem novamente e forem cobertas por mais sedimentos, o resultado é uma inconformidade, ou um passo fora de seqüência no registro geológico e fóssil. O princípio da superposição de estratos afirma que, em uma série de estratos, os inferiores foram depositados primeiro e os superiores depois. O mesmo princípio se aplica aos fósseis preservados na rocha. Assim, é possível calcular as idades relativas dos organismos fósseis (Planeta Terra, p. 94, destaques acrescentados).

Ora, para uma datação ser confiável é necessário que as condições ambientais sejam constantes, homogêneas, que não mudem. Como foi registrado, qualquer mudança dessas condições podem alterar o seu resultado. Então, perguntamos: poder-se-ia conceber mudanças maiores e alterações ambientais mais drásticas e intensas do que as provocadas pelo dilúvio?

Todos os sistemas de medição ou datação são absolutamente confiáveis, mas somente até à época em que ocorreu o dilúvio, ou seja, até pouco mais de quatro mil e trezentos anos, não sendo eficazes para medir períodos anteriores a ele. Após a gigantesca catástrofe as condições ambientais foram total e drasticamente alteradas na Terra.

Assim se dá com a datação através da desintegração radiativa. Alguns elementos possuem formas diferentes, ou isótopos, com pesos atômicos diferentes. Por esse método os isótopos instáveis se desintegram em outros elementos.

Por exemplo, através do método do potássio argônico, o potássio-40 se desintegra em argônio-40. A meia-vida do potássio-40 é 1,3 bilhões de anos; isto significa que, após 1,3 bilhões de anos, metade do potássio-40 presente em uma rocha terá se convertido em argônio-40. A proporção de um e outro indica a idade da rocha. Este método é utilizado pelos cientistas para datar rochas que têm vários milhares de anos.

São vários os outros elementos que podem ser usados para esse fim. Dentre estes podem ser mencionados o rubídio-87/estôncio-87, o urânio-238/chumbo-206 e o carbono-14. Este, mais comum, é usado para datar rochas mais jovens e matéria orgânica. Sua meia-vida é de apenas 5.730 anos. O carbono-14 é criado quando os raios cósmicos atingem os átomos de nitrogênio-14 no ar. Os organismos vivos continuamente oxidam e absorvem o carbono em seus corpos. Enquanto o organismo permanece vivo, a relação entre o C-14, instável, e o C-12 (carbono-12), estável, permanece constante. Quando o organismo morre, o C-14 se desintegra e muda a proporção dos dois isótopos; pelo cálculo dessa proporção, os cientistas podem dizer há quanto tempo o organismo vivo morreu (O Planeta Terra, p. 95).

Em qualquer dos casos é necessário que as condições ambientais não se tenham alterado no período mensurado, sob pena de os resultados não refletirem a realidade dos fatos. Se o carbono-14 é criado quando os raios cósmicos atingem os átomos de nitrogênio-14 no ar, não resta dúvida de que estas datações não podem funcionar corretamente para medir períodos anteriores ao dilúvio.

As extensas camadas de nuvens que circundavam a Terra serviam de proteção ao bombardeamento dos raios cósmicos referidos, especialmente os raios infravermelhos e ultravioletas. É claro que este anteparo natural, ao precipitar-se na Terra sob a forma de chuva, não pode ter deixado de alterar as condições mencionadas.

A dendrocronologia é a datação que se baseia nos círculos dos troncos das árvores, e que tem por objetivo o estudo das variações climáticas do passado, em especial as dos períodos de seca ou de chuva. Pelo estudo de antiqüíssimas sequóias australianas de quase quatro mil anos de idade descobriu-se que o acúmulo de carbono-14 foi instável nos vários anéis da árvore. A instabilidade ambiental foi a causa de haver maior ou menor acúmulo do carbono-14, nos seus anéis, ocorrendo variações de ano para ano.

De acordo com o entendimento dos cientistas, a fossilização ou transformação de matéria orgânica em pedra não ocorre em períodos de milhões de anos, assim como o carvão, o gás natural e o petróleo. Estes são combustíveis fósseis criados pela deterioração de matéria orgânica.

As reservas terrestres de petróleo, segundo eles, são a herança do plâncton, das algas e de outras criaturas marinhas que viviam no leito oceânico há milhões de anos. À medida que os sedimentos marinhos se acumularam, seus restos entraram em decomposição, cada vez mais no fundo, e criaram os combustíveis fósseis moléculas líquidas e gasosas de hidrocarboneto, que podem ser queimadas para fornecer energia.

Ocorre que todas as condições para a formação do petróleo e do gás natural, como temperatura e densidade de rochas, existiram no período pós-diluviano, não sendo necessários os períodos invocados pela ciência. Os diamantes, por exemplo, podem ser formados imediatamente, sob condições de calor e pressão intensos, a grandes profundidades. Eles são constituídos de carbono, à semelhança da grafite que, se submetido a uma temperatura de 1.650 graus centígrados e a pressões de 50.000 a 100.000 atmosferas (atm), comprime-se e se converte naquela estrutura dura e cristalina.

Enfim, tudo o que se pode depreender do exposto é que toda a estrutura na qual se firmam os evolucionistas para defender a sua teoria esbarra no dilúvio universal. A sedimentação, a formação dos fósseis, as datações, enfim, tudo que exigiria a incidência de períodos imemoriais de tempo podem ser explicados levando-se em conta o dilúvio universal e suas conseqüências. Os períodos glaciais e as mudanças no clima da Terra, por exemplo, têm explicação lógica e racional, se estudados sob este prisma.

Segundo a ciência, a temperatura média do planeta se elevou e caiu periodicamente, produzindo quentes degelos e prolongadas eras glaciais. Alguns cientistas supõem que ligeiras variações na inclinação do eixo terrestre podem acarretar estas flutuações térmicas (Tempo e Clima, Time Life-Editora Abril, p. 142). Estas variações na inclinação do eixo da Terra naturalmente provocaram grandes mudanças no clima do planeta, mas de forma súbita, imediata, como provam os fósseis de animais antes mencionados, que tiveram sua vida interrompida abruptamente.

Sobre como elementos orgânicos podem transformar-se subitamente, existem os exemplos das cidades italianas de Pompéia e Herculano, destruídas pela erupção do Vesúvio, no ano de 79 d. C. Embora Pompéia fosse famosa nos tempos romanos, ela permaneceu perdida para a história durante quase 1.700 anos, soterrada sob as camadas de cinza e pedra-pomes rocha vulcânica espumosa cuspidas pelo Vesúvio.

Somente em 1.748 Pompéia foi redescoberta e desenterrada. Protegida da ação dos elementos sob uma coberta de cinzas, sem ar, Pompéia emergiu estranhamente intacta quase da maneira que estava na manhã em que o Vesúvio entrou em erupção (O Planeta Terra, p. 74). Os corpos dos seus habitantes apareceram intactos, mas petrificados pela cinza endurecida do vulcão. Não foram necessários milhares ou milhões de anos. Este acontecimento data de pouco mais de 1.700 anos.

Finalizando as referências ao dilúvio, pode-se afirmar que suas águas encheram a Terra de maneira gradativa. Tal fato deu oportunidade a que animais de maior porte e mais capazes procurassem os lugares mais elevados, fugindo da terrível inundação. Esta fuga se tornaria tanto mais difícil quanto menores e inferiores fossem esses animais fugitivos.

Ora, animais como os braquiópodes e as trilobitas, que não conseguiram escapar do ímpeto das águas foram, naturalmente, os primeiros a ser cobertos de matérias sedimentares. Na medida em que aumentava a complexidade dos animais e sua capacidade para refugiar-se em regiões superiores, eram eles nestas sepultados.

Todos foram, afinal, submersos e tiveram seus corpos retidos nas diversas camadas de sedimentos que se formaram. Muitos permaneceram sobre a superfície da Terra quando acabou o dilúvio. Seria bastante estranho que um animal de grande porte se deixasse sepultar nas partes mais baixas, junto com as trilobitas, assim que as águas começaram a subir. Por esta razão é que a ordem dos fósseis não é prova para estabelecer-se qualquer teoria. Ela pode tanto servir para um evolucionista ou para um criacionista que creia no dilúvio. É apenas uma prova subjetiva.


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